21.1.11

Gestos de soliedariedade, mas um alerta de conscientização!

     As fortes chuvas fizeram muitos estragos e nos trouxeram prejuizos, desabrigados e muitas lágrimas. As cidades da região serrana do Rio de Janeiro - Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo - foram as mais afetadas, apontado por muitos como um dos piores desastres naturais ocorrido por enchentes no Brasil, atualmente calcula-se que o número de mortos tenha passado de 700 vítimas. Entre todos aqueles que perderam tudo que tinha, nasce um voto de consolo, o Brasil inteiro se mobilizou em soliedariedade as vítimas da enchente, fazendo doações de produtos, águas, dinheiro etc. Estamos muito comovidos, e de prontidão para qualquer ajuda, porém não podemos fechar nossos olhos para uma situação seria e que está crescendo cada vez mais, 'a habitação em áreas de riscos'.
      Áreas de risco são regiões onde é recomendada a não construção de casas ou instalações, pois são muito expostas a desastres naturais, como desabamentos e inundações. Essas regiões vem crescendo constantemente nos últimos 10 anos, principalmente devido à própria ação humana. No Brasil, vêm sendo realizados vários projetos no sentido de reestruturação de algumas áreas, conscientização da população, etc


      Pesquisas feita pela Universidade Estadual de Campinas  (UNICAMP) mostram pormenores que ocorrem na interferencia do homem. Desmatamentos, retirada e uso intensivo de materiais minerais, mudanças de cursos d’ água, ocupação de várzeas e encostas, queimadas, produção e deposição inadequada de lixo, poluição atmosférica, aplicação de agrotóxicos, explosão de artefatos nucleares estão entre as intervenções humanas sobre o planeta. Portanto, à ação da natureza juntaram-se causas artificiais geradas pela ocupação desordenada do solo, pela pobreza social, pela deseducação e pelos muitos efeitos


     Sabemos perfeitamente que esta questão social de habitação e conscientização envolve varias partes entre pessoas e o governo,  mesmo assim se você mora em uma área de risco tome algumas providências:
  • Evitar os cortes verticais da terra;
  • Evitar a plantação de bananeiras, que é uma planta pesada e de raiz superficial nas encostas, dando preferência às plantas mais leves e de raízes profundas, como o bambu;
  • Não jogar lixo nas encostas, córregos e bocas-de-lobo;
  • Construir calhas nos telhados, conservando-os limpos;
  • Construir canaletas no chão para direcionar a água;
  • Manter limpos os ralos, esgotos, galerias, valas, etc.;
  • Aterrar buracos que acumulam água;
  • Reforçar muros e paredes poucos confiáveis;
  • Providenciar a poda ou corte de árvores com risco de queda;
  • Incentivar a criação de grupos de cooperação entre os moradores em locais de risco;
  • Não construir moradias às margens de cursos d’água, sobre aterros ou próximos de brejos;
  • Construir a casa sempre em nível mais elevado que o curso d’água mais próximo;
  • Observar se as árvores estão ficando inclinadas, se há trincas novas nas paredes das casas ou no chão e se há movimentação do terreno;
  • Observar se a água da chuva está barrenta e contendo plantas e troncos, pois poderá ser um sinal de inundação;
  • Acreditar nas ameaças feitas pelas chuvas!
 Com orientações podemos melhorar certas circunstacias.Não seja a próxima vítima!


Referências:
UNICAMP  * Para saber mais informações sobre os cuidados nas enchentes, sugerimos que visite o site:  http://www.unicamp.br/


Por Dedé Vieira

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se é Arte, é Categóricos!