25.3.11

Como estão seus amigos?

  ‘Uma pergunta como esta talvez faça você avaliar e sair de uma resposta determinante em que diria “Estão bem”; talvez te mova a refletir se realmente você acredita que os seus amigos estão bem, talvez te incide a duvidar se realmente eles não estejam com febre, com fome, carente, deprimido, explodindo de alegria, precisando de um abraço ou precisando de uma conversa . Ao invés disso simplesmente vamos adotar a idéia, a rotulagem que me mostra que meus amigos estão bem, por que meus amigos são virtuais. ’

    Estamos falando numa era em que a sociedade gera consumo, consumo fortalece a era digital, o digital sustenta a tecnologia, a tecnologia acelera nos tornando cada vez mais consumistas. Esse consumo numa louca rapidez se resume ou se propaga como sendo a era da informação. Os meios de comunicação e a epidemia tecnologia abrem as fontes para o real e o virtual.

     Segundo Jean Baudrillard (Escritor, Sociólogo, fotografo francês) estamos vivendo num mundo onde a imagem é mais poderosa que o seu referente real, ou seja, as imagens eletrônicas substitui produzindo a realidade onde chegamos ao simulacro ou simulação; para entendermos esse conceito Baudrillard foi referencia para criação de um filme campeão de bilheteria:Matrix, o filme aborda com exatidão um mundo mediado por representações. Estamos interligados numa rede, onde por certo lado tenta “comprar” pessoas, amigos, contatos etc. em que as imagens, seus perfis vão fazer os outros discernirem quem você é sem se apropriarem da sua realidade. Você introduz uma descrição de personalidade através daquilo que considera interessante e constrói sua identidade coletiva. A contextualização de cultura simuladora, a hiper-realidade nos mostra sendo o elemento central das sociedades contemporâneas.

Interação social

   Ao passo que a internet nos estabelece uma comunicação massiva, geral, ela nos restringe ao estático, como assim? Quando se diz interação social, se propõem a idéia do eu e o outro em troca de informações e não em interações coletivas que nos molda numa realidade virtual, pois essa realidade virtual pode simular se mostrar tão significativa que acaba sendo pra muitos como a realidade absoluta. Imaginar a velocidade em que a tecnologia avança e pode avançar é saber identificar e separar o virtual da realidade, isso é possível? Em pleno sentido que sim, é possível quando pararmos de acreditar que existam abraços virtuais, que existam presentes virtuais como flores, que existam sentimentos ou emoções virtuais , que o virtual seja um ideal, pois não é, o virtual é um artifício que simplifica, melhora, constrói, informa, conecta, reúne pessoas a objetos, a coisas, ao mundo, mas o virtual não é e nunca será a sua vida.

Amigos virtuais?

    Alguns dicionários vertem a expressão ‘Amigo’ como: que ama, estima e aprecia o que denota sentimentos, a menos que sejam pessoas que você conhece pessoalmente, que realmente você aprecie, não podemos associar conhecidos na internet como nossos amigos, no seu momento que vamos chamar aqui de “momento on-line” é a hora que por meio de um artifício você se comunica com a rede, objetivamente é só você e uma máquina, uma simples máquina, poderosa, um forte aliado, muito útil, um simplificador extraordinário, mas uma simples máquina. A idéia de amigo virtual é o que preocupa, pois quando usada essa expressão de forma limpa entende-se que é uma interação, um afeto entre você e seu computador, mas computadores não têm sentimentos não sentem emoções, por isso amigos virtuais não existem e obviamente não podem se tornar realidade, redundante, mas categórico assim.  Existe sim contato por meio da internet com amigos e conhecidos que possivelmente podem se tornar seus amigos. O conceito de amigo virtual é abrangente na realidade virtual, um modo de consumo de criar satisfações numa massa capitalista em que o digital está crescente ferozmente. Não há nada de estranho em novas formas de tecnologia, mas é estranho e preocupante alguém dizer que sua principal forma de diversão é a internet.
    Não estamos dizendo que a interação, o virtual seja algo inteiramente negativo, pelo contrario; o que enfatizamos é a preocupação em que o virtual cria nas pessoas, uma expectativa superficial; como citado as redes estão abertas e funcionam como representações de cada um, o que se propõem é a interação face a face e ter o digital, o virtual como  apenas um intermediador social.

E ai, como estão seus amigos?

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