14.4.11

A MODA TE CONSOME OU VOCÊ CONSOME MODA?

   Segundo o site Bússola do investidor, no Brasil são produzidas aproximadamente 8,7 bilhões de peças de roupas por ano. Um mercado aquecido comprovado com o aumento de público nos Shopping Centers que por mês recebem aproximadamente 450 milhões de pessoas. Só em São Paulo o faturamento do total nacional é 30,55% como relata a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) em parceria com o Ibope. A Exposiçao intensa a esse mar de cormecialização onde está concentrada o mundo da moda faz dos brasileiros escravos dela, como ela nos consome e será que existem limites para essa industrial que contribui em média com quase metade da economia mundial?
   Para entendermos mais sobre isso conversamos com a Produtora de Moda Aline Miessa dona da marca ‘Quanto menor melhor’ confecções para Bebê  e proprietária da página “Bazar Aline miessa” que fez uma ação recentemente de doação para as vítimas das enchentes do Rio de Janeiro. Acompanhe:

AVM - A moda é um fator determinante no desenvolvimento econômico-industrial mundial, em sua opinião por que a indústria da moda conseguiu reger esse poder financeiro?
Aline M. -  Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em 2010 o Brasil se tornou o sétimo maior parque têxtil do mundo, com faturamento anual de US$ 32,9 milhões e o sexto maior produtor mundial de confecções, com produção anual de vestuário de 7,2 bilhões de peças.
Essa explosão do setor tem uma forte ligação com o sucesso que as modelos brasileiras estão fazendo no exterior e principalmente pela qualidade do material, produzido e exportado pelo Brasil, uma espécie de marco para a indústria têxtil nacional. O mais interessante é que o Brasil sempre foi exportador de matéria-prima básica, hoje ele exporta valor agregado, ou seja, o produto confeccionado, o que traz divisas para o país e ajuda a aquecer a economia.
Porém, cada vez mais, o público está informado e se torna exigente em todos os sentidos, tanto em design como na qualidade e preço, forçando o mercado a ser cada vez mais competitivo e os profissionais mais qualificados.


AVM - Hoje os brasileiros estão mais preocupados com o consumo da moda, a estética, por quê?
Aline M. - Hoje o brasileiro se preocupa em cuidar da aparência não apenas para ficar atraente para o sexo oposto, ele está preocupado em estar bem consigo mesmo. Onde as pessoas acreditam que a beleza é a porta de entrada para tudo, ou seja, que as pessoas bonitas têm mais oportunidades na vida. Hoje as pessoas estão praticam esportes para manter a boa forma, tentam consumir alimentos com baixa caloria, aprovam as cirurgias plásticas com finalidades estéticas e se esforçam para estar dentro da moda. 

AVM - Qual é a idéia do “vestir-se bem” para a moda?
Aline M. - É respeitar seu estilo, sua forma física e seu ambiente. Não adianta!VESTIR- SE BEM é um APRENDIZADO! Precisa conhecer o corpo e respeitá-lo acima de tudo! Um dos segredos é saber valorizar os pontos fortes e disfarçar os fracos. Então, minha dica para quem está fora dos padrões de beleza é identificar o que tem de melhor e mostrar isso ao mundo. Não queira ser outra pessoa.

AVM - Falando em rentabilidade do segmento nacional, logo nos lembramos da São Paulo fashion Week, o que a SPFW representa para o mercado da moda brasileira e para o mercado exterior?
Aline M. - O Brasil tem duas das semanas de moda mais importantes da América Latina, que movimentam milhões de dólares a cada nova edição e chamam a atenção do restante do mundo para a cultura de moda que é desenvolvida por aqui.
Na última edição da SPFW, por exemplo, circularam pelos desfiles representantes de lojas dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Portugal, Kuwait, Líbano e Emirados Árabes Unidos. Sem se preocupar com as quantias a serem gastas, essas pessoas vêm atrás da criatividade brasileira. O que é interessante notar é que depois da recessão econômica mundial, esses compradores fazem escolhas mais conscientes e sensatas. É também legal observar o que um evento como o esse gera de economia para uma cidade como São Paulo: hotéis e restaurantes cheios, lojas movimentadas, showrooms trabalhando, jornalistas, cabeleireiros, modelos, costureiras e etc. Veja o quanto de dinheiro e trabalho o sistema econômico ganha.


AVM - As Mídias televisivas e impressas por meio de revistas abordam moda com bastante freqüência, os chamados look`s. Existe certo limite em se propor moda?
 Aline M. - Costumo dizer que a Moda é o limite para os look`s, quanto mais diferente, ousado, inspirador melhor.

AVM - Como a moda deve ser ditada ao consumidor infantil, que sugestões você daria aos pais?
Aline M. - Incentivar a tomada de decisão da criança na escolha da peça. Visando sempre pela escolha de peças confortáveis e nada vulgares.
Nos Estados Unidos, as escolas públicas e particulares ensinam desde o primário, a importância de guardar dinheiro, aproveitar as promoções e até pechinchar. Isso é legal para a criança saber a importância e dar valor ao dinheiro. É preciso que os pais ensinem os filhos  a lidar com dinheiro de forma responsável.


AVM - Temos alguma idéia de moda responsável, algum conceito que não renda louvores a estilistas ou grifes?
Aline M. - O século XXI traz uma preocupação ecológica na maneira de vestir, que já vinha surgindo desde o final da última década. As próprias grifes usam a temática de esportes ligados à natureza, fabricados com produtos advindos da Amazônia, tecidos e materiais menos agressivos ao meio ambiente, como o algodão orgânico (sem agrotóxicos ou corantes químicos), a fibra de garrafas PET e de cânhamo.
E toda essa mudança, que tem balançado a indústria mundial da moda, tem um motivo: um novo tipo de consumidor consciente.


AVM - Embora a preocupação com moda masculina tenha aumentado fortemente o público feminino sem dúvida desbanca avassaladoramente esse consumo, por que a meninas consomem mais moda do que os meninos?
Aline M. - O gasto a mais com elas tem ligação com a forma de educar financeiramente meninos e meninas. Sobre os meninos cai a cobrança de sucesso financeiro. Por outro lado, das meninas é exigido sucesso emocional, casamento e filhos. E também o mercado de consumo tem nas mulheres um alvo fácil, Pelo menos 80% dos comerciais é dirigido ao público feminino, não há mulher que se segure diante de tanta informação e sedução.

AVM - A moda cabe em todo lugar?
Aline M.- Não! Devemos sempre respeitar o local em que estamos. A pessoa não vai aparecer no ambiente de trabalho com a barriga aparecendo, ou vai para a neve com uma blusinha de alça que está na moda. Ou por exemplo visitar a sogra com uma mini saia de onça. Bom senso na hora de vestir é essencial.

Agradecemos muito a sua participação aqui no AVM.


*Quer sber mais sobre Aline Miessa? Visite os trabalhos da Produtora de Moda em destaque na nossa Página. 


Fontes:
http://www.bussoladoinvestidor.com.br/
http://www.clientesa.com.br/

Referências:
http://www.alinemiessa.blogspot.com/
http://modachaodefabrica.wordpress.com/




8 comentários:

  1. Amanda Ribeiro00:12

    Sensacional, moda é um mundo mágico ao meu ver, que tras a atração, o encantamento, mas esconde um lado Triste a Bulemia, queria fazer uma pergunta a Aline se possivel, A moda exige perfeccionismo?

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  2. Rosana morais naves00:20

    Sensação, vida e Arte!

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  3. Nilson figueira11:45

    Alegria que pulsa

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  4. Anônimo11:53

    Moda é vida, atração e aventura.
    Mayara Garcia

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  5. Aedição21:17

    Amanda enviare-mos sua pergunta a Aline e retornaremos um contato!

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  6. Anônimo21:18

    Achei a matéria muito interessante!
    É sempre bom ficar por dentro desse assunto!
    Tainara Carraro

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  7. Repondendo a pergunta de AMANDA RIBEIRO, sobre A moda exige perfeccionismo?
    Minha opinião é O padrão de magreza cai melhor em uma PASSARELA, porque qualquer look cai bem. Uma mulher magra dá mais leveza e elegância à criação do estilista. São ótimos “cabides”. E Vestir um manequim 38 é mais fácil do que vestir um 42, por exemplo. Mas o conceito de beleza está mudando. Hoje grandes estilistas estão se adquando mais aos diversos tipos de corpos. Ninguém mais quer ter aquele físico anoréxico. Essa instabilidade alimentar deixa o corpo mais fraco e vulnerável, propenso a doenças e com uma aparência ruim. Acho as modelos muito magras com aparência triste, onde exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desengonçadas. E o público esta ficando mais exigente e vendo que tem poder, um exemplo disso foi o que aconteceu com a modelo Allie Crandell. Ela estava apresentando uma coleção assinada por Max Azria, da BCBG, para a grife americana Revolve. As mulheres ficaram revoltadas com o diâmetro dos braços e pernas de Allie. A grife, preocupada com a repercussão negativa, baniu a modelo. Mulheres deixaram comentários indignados no site dizendo que jamais comprariam um vestido depois de vê-lo numa modelo com um rosto tão pálido e macilento. Então mulheres, o poder de compra é nosso e não podemos deixar que essa doença tome conta do mundo. E lembre-se sempre; Invista em você, não pra seguir um padrão, mas pra ter qualidade de vida, alto estima e saúde

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  8. Stéphanie11:42

    Brilhante todas as respostas!!! Exatamente o que ocorre hoe em dia..

    Completaria em relação ao consumo infantil que tudo tem idade, isso não se enquadra apenas para o consumidor infantil mas em qualquer idade.Uma adoslecente de 12 anos usando micro saia e sandália de salto com 15cm é bem bizzaro, assim como uma senhora de idade usar "pernocas"de fora e mini blusa fica uma coisa bem forçada e que não deve ser usada. A moda tem limites e mto "semancol"

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