30.5.11

Sociedade em Difusão

por Carmem Hernandes


Eu consumo, Tu consomes, Ele consome.


Oi pessoal! Já pararam para pensar que, nos dias de hoje, ainda nos perguntamos: o que levou o homem a se comunicar? Claro que foi a necessidade de interagir com seu grupo, no seu convívio, na tentativa de sobreviver, de expor suas vontades e necessidades.

Com o passar dos tempos o Sistema de Comunicação se desenvolveu  sofrendo grandes mudanças, não deixando de lado seu "possível" real motivo de existência. Porém ganhando proporções enormes e aumentando seu leque de utilização.
Hoje, além de nos comunicarmos com nosso grupo pessoalmente, temos a ajuda da mídia que pode passar mensagens a distancias inimagináveis através do celular, da TV, rádio, revistas, jornais e principalmente, o que tem ganhado grande força em nossa época, a internet. É graças a esses meios que, possivelmente, não vivemos mais a realidade, e sim, a representação dela.
A comunicação, hoje mais do que nunca, usada para vender o ideal de vida, vem tomando conta do mundo através da publicidade. Reparem, não compramos apenas um produto, compramos seu nome, a marca, a projeção de quem o utiliza e o status que ele oferece.
É comum notar que as pessoas procuram se destacar nas festas, no trabalho, na escola ou faculdade, andando pelos centros comerciais, mesmo vestidos iguais aos demais de sua "tribo", buscam ser a figura central, auto-promover a própria imagem como superior aos demais, seja pelo que veste, pelo carro que tem, pelo ultimo computador que comprou, pelo jogo de ação do momento, pelo salão de beleza “caro” que frequenta e assim vai.

Mas, o que me preocupa realmente, é que as pessoas estão comprando produtos dos mais variados em formas de pagamentos cada vez mais facilitadas! Repararam nas promoções que aparecem na TV? Repararam nos parcelamentos infinitos que os sites de compras tem oferecido?  Passou a ser uma coisa comum acontecendo dentro da nossa sociedade. O excesso de consumo e se manifesta em resposta ao apelo agressivo da mídia? Talvez. Agora pensem: esse comportamento favorece sem dúvida o endividamento, o aumento da inadimplencia. O consumo hoje, visa fazer com que as pessoas se iludam com as formas acessiveis de pagamento, e com ajuda da publicidade, passem a acumular, em suas compras, o consumo de itens e produtos não prioritários a suas vidas naquele momento.
Na hora de comprar, nunca esqueçam das famosas auto-perguntas: Eu preciso? Eu posso pagar? Eu quero mesmo? É necessário?
Vocês sabiam que esse processo, em um estágio avançado, pode ser considerado como uma doença patológica? Muitos a conhecem como compulsividade.
Nosso modelo de economia é baseado no consumo, sim. É fato! A questão são as conseqüências que ele traz para cada um de nós em particular. Eu consumo, Tu consomes, Ele consome, claro! Podemos ser diferentes, contidos, controlados, mas existem aqueles que, podem até entrar em  depressão por não poder comprar naquele determinado momento ou no caso da consciência de falta de dinheiro para o consumo e por fim no endividamento. Outra coisa que quero dizer é que esse consumismo super acelerado não está restrito aos indivíduos de classes altas, com vida financeira estável, ele atinge em sua maior parte as classes mais baixas e que tem menos possibilidade de se reerguer. Imaginem que atinge também as crianças, que tem seus sonhos de adquirir brinquedos, material escolar igual ao do coleguinha, roupas de super-heróis que viu na TV, chocolates, entre outras coisas, e é nesse começo, onde deve entrar a proposta de ensinar que o caráter não depende do que se compra, do que se tem, tem que ser aprendido desde cedo. A idéia NÃO É PARAR de consumir, mas, é preciso ensinar a crescer com o hábito de um consumo consciente, de preferência em busca do necessário.
Deixo no ar uma questão: se a sociedade tiver de fato e por completo essa consciência, como ficaria o papel da publicidade perante essa mudança de comportamento?
Pensar é movimento!!!

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