15.7.11

Digestivo Cultural

           por Jéssely Diamente

            Ja ouviu falar de Anne Frank?



            Vou lhes apresentar uma das leituras mais fascinantes e incríveis, que possuem como principal palco a Segunda Guerra. O Diário de Anne Frank, trata-se de um diário escrito pela mesma entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944. Escondida com sua família (pai, mãe e sua irmã) bem como outros judeus em Amsterdam durante a ocupação nazista nos Países Baixos, Anne Frank, com treze anos de idade, conta, em seu diário, a vida deste grupo de pessoas diante dos problemas que a Segunda Guerra acarretou.                
            O livro mostra em uma linguagem simples como uma garota vê sua vida completamente mudada de um dia para o outro, quando os nazistas colocam em vigor leis de proibição de livre circulação de judeus, bem como outras restrições. O livro mostra a visão de uma criança diante da Guerra. A preocupação com os amigos que ela já não vê, o dia a dia de longos anos de isolamento que passou, a insegurança do amanhã. A única coisa que a mantinha sã dentro do “Anexo Secreto”,nome dado ao local onde se esconderam, eram os livros. As mais variadas leituras... Isso á mantinha conectada ao mundo e a fazia sentir-se aliviada.
            Infelizmente em 4 de Agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos, e Anne Frank e sua família foram mandadas para o campo de Auschwitz, na Polônia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínio. Dos 1.019 prisioneiros transportados no trem que trouxe Anne Frank, 549 (incluindo crianças) foram separados dos demais para serem mortos nas câmaras de gás. Mulheres e homens eram separados. Dessa forma, Otto Frank (pai) perdeu contato com a esposa e as filhas.
             Junto com as outras prisioneiras selecionadas para o trabalho forçado, Anne foi obrigada a ficar nua para ser "desinfetada", teve a cabeça raspada e um número de identificação tatuado no braço. Durante o dia, as prisioneiras eram obrigadas a trabalhar. À noite elas eram reunidas em barracas geladas e apertadas. As péssimas condições de higiene propiciavam aparecimento de doenças. Anne teve sua pele vitimada pela sarna.
             No dia 28 de outubro, Anne, Margot e a senhora van Pels foram transferidas para um outro campo, localizado em Bergen-Belsen, na Alemanha. A mãe, Edith, foi deixada para trás, permanecendo em Auschwitiz. Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo campo de Bergen-Belsen. Estima-se que cerca de 17 mil pessoas morreram por causa da doença. Entre as vítimas estavam Margot e Anne, que morreu com apenas 15 anos de idade, poucos dias depois de sua irmã ter morrido. Seus corpos foram jogados numa pilha de cadáveres e então cremados.
            Após a Guerra, o único sobrevivente do Anexo Secreto foi o pai Otto Frank, que recebeu a triste noticia de que sua esposa havia falecido, porém ele não perdeu as esperanças de encontrar suas filhas, e em 1945 a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Margot e Anne. Foi então que Miep Gies entregou para Otto Frank o diário que Anne havia escrito. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publicá-lo. Ela o mostrou ao marido, o jornalista Jan Romein, que escreveu um texto sobre o diário de Anne.
            O diário foi finalmente publicado pela primeira vez em 1947.
            O livro é uma história real que nos faz refletir sobre todas as atrocidades que a humanidade foi e ainda é capaz de promover. Anne foi uma das milhares de vitimas do holocausto. Assim como ela, outras milhares de crianças de apenas 14 ou 15 anos morreram de formas brutais pora bsolutamente nada. Cabe a cada um de nós refletir sobre os atos que nos cercam... Isso realmente nos torna humanos?!


            Fica a Dica!

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