5.9.11

Coluna-Fórum

Namoro na adolescência: status, paixão ou simplesmente amor?



    Bom, a resposta a essa pergunta bem que poderia ser: os três juntos! Infelizmente por exemplos de fatos e provado pela psicanálise a somatória desses três componentes acontece numa porcentagem de apenas 10% na população adolescente mundialmente falando.

    Antes de qualquer coisa, não estamos e não vamos dizer nesta matéria que namorar na adolescência seja errado, o Coluna-Fórum é somente uma coluna que expõe aspectos como este para uma discussão. Determinar o que é o melhor para a sua vida é somente sua consciência através de uma boa orientação que pode fazê-la.

   Porém por detrás de muitos casais de namorados adolescentes que vivem uma “intensa paixão’ esconde um perigo assustador e que deve ser enxergado por todos: a depressão gerada por desilusões amorosas!
   É na adolescência que aparece os vários interesses sobre o mundo real, os hormônios e a vontade de descobrir tudo. Casos de depressão por este motivo estão crescendo de uma maneira espantosa nos últimos anos entre adolescentes, e na maioria deles os mais afetados são as meninas.

   Vamos explicar: Status é a tendência de se sentir bem por “possuir algo” ou ter alguma fama prestigiosa. No mundo adolescente junto com as descobertas vem o desejo de conhecer e desvendar os impulsos hormonais. Entra em questão o tornar o namoro que é um passo serio em outro passo não tão serio assim. É ai que mora o perigo. Desvendar esses impulsos de maneira imprópria e insensata resulta em conseqüências, ou seja, essa atitude vai determinar no jovem uma responsabilidade que ele poderia ter nessa fase, e por não saber dominar essa responsabilidade, atitudes levianas estarão muito presente neste jovem. Resumindo: quanto mais possuir, mais ele satisfará o seu ego, sem se preocupar de fato no que é importante para o outro.

   Infelizmente esta é uma tendência ruim no mundo atual do adolescente. Mas ai nos perguntamos: onde está o erro? Quem não fez seu papel direito na questão de orientação: pais, televisão, escola, governo?  Agora não seria o momento de achar culpados e sim de acertar a culpa.

Reações:

   A Depressão ou o intenso sofrimento pode gerar algumas reações desnorteadas por jovens nesta situação. Em uma participação para a revista Claudia, publicada pela editora Abril a psicóloga Erane Paladinos comentou que as primeiras reações é agressividade que pode sinalizar uma auto-estima muito baixa ou alta demais. "No primeiro caso, o jovem sofre por acreditar que a falha confirma sua incompetência. No segundo, como se acha o máximo, morre de raiva por não ter conseguido. Tratando sobre auto-estima muito baixa consequências mais drásticas é o que levanta as estatísticas de morte por suicídio.

O AVM entrevistou alguns jovens na fase de adolescência para saber o que eles acham sobre estas questões. Acompanhe:

João Pedro, 17 anos
A.V.M - Na sua opinião, pode-se dizer que ter amor na adolescência é uma questão de prazer ou apenas status?
J.P- Namorar não tem nada a ver com status e sim com um sentimento natural chamado amor, que desperta dentro de cada um sem que possa ser impedido. É um prazer natural, pois ninguém é forçado a nada, e as pessoas não namoram para provar algo a alguém... Até porque não é preciso.

A.V.M - Já sofreu alguma desilusão amorosa? Se sim, como reagiu ao sentimento?
J.P- Sim, já passei por isso. Reagi da forma natural, pensei a respeito e desejei não ter gostado de tal pessoa.

A.V.M - Uma pesquisa mostrou que a cada 5 adolescentes meninas que sofreram uma desilusão amorosa, 2 tentaram suicídio ou suicidaram-se. Qual a sua opinião é respeito desse fato.
J.P- Creio que essas meninas não tiveram um amigo (a) que os momentos difíceis estivessem presentes para amenizar o sentimento de dor e angustia que sentiam.

Larissa Testai, 17 anos
A.V.M - Na sua opinião, pode-se dizer que ter amor na adolescência é uma questão de prazer ou apenas status?
Larissa - Depende muito da idade. Creio que se a pessoa for nova demais ela namore por questão de status

A.V.M - Já sofreu alguma desilusão amorosa? Se sim, como reagiu ao sentimento?
Larissa - Sim, já sofri. O que eu passei me serviu de lição pra vida.

A.V.M - Uma pesquisa mostrou que a cada 5 adolescentes meninas que sofreram uma desilusão amorosa, 2 tentaram suicídio ou suicidaram-se. Qual a sua opinião é respeito desse fato.
Larissa - Eu acho isso um absurdo, pois além da pessoa atingir á si mesma, ela deixa para trás todas as pessoas que a amavam, familiares e amigos.

Luan Gomes, 17 anos
A.V.M - Na sua opinião, pode-se dizer que ter amor na adolescência é uma questão de prazer ou apenas status?
Luan - Acho que depende muito do casal... Da cabeça de cada um. Mas a grande maioria é por prazer pessoal mesmo, não por status.

A.V.M - Já sofreu alguma desilusão amorosa? Se sim, como reagiu ao sentimento?
Luan - Não acho que chegou a ser de fato uma desilusão, mas digamos que sim, já passei.

A.V.M - Uma pesquisa mostrou que a cada 5 adolescentes meninas que sofreram uma desilusão amorosa, 2 tentaram suicídio ou suicidaram-se. Qual a sua opinião é respeito desse fato.
Luan - Creio que chegar á esse extremo força um pouco as coisas, não vale á pena. As meninas apegam-se demais á alguém que elas nem sabem se será pra vida toda. Isso causa sofrimento para a própria pessoa.

    A educadora Nivea Gomes diz que uma decepção nessa fase é vivida com muita intensidade e não adianta dizer 'essa dor passa'. A mensagem que o jovem recebe é outra - seu sofrimento está sendo menosprezado". Às vezes, a solidariedade se expressa melhor com um gesto de carinho, acompanhado de um respeitoso silêncio, que dispensa conselhos. "Quando entra em crise, o adolescente espera alguém disposto a escutá-lo, sem querer ensinar nada."

Os Colunistas : Orientação e saber escutar.

  É essa a condição de tentar melhorar o vinculo pais e filhos que de fato pode muito ser de boa utilidade se adquirida por ambas às partes. Desilusões, não temos como descartar da nossa vida, em algum momento elas aconteceram ou acontecerão, seja amorosa ou qualquer outro aspecto do cotidiano, mas estar preparado para isso não importa a idade, é sim mais uma questão de saber conversar.


Matéria: Lily Vieira
Produção de reportagem: Jéssely Diamente
Produção de redação: Dedé Vieira

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