16.9.11

Digestivo Cultural

por Jéssely Diamente



         O que é cultura pra você? Para muitos, cultura está relacionada á antiguidade... Esculturas, obeliscos, monumentos que retratavam a vida e os costumes de toda uma civilização. E se eu lhes disser que existe um único artefato capaz de conter todas essas informações, e ser ao mesmo tempo encantador e assombroso? Acreditaria? Tal artefato é algo que todos já conhecem, porém poucos lhe dão valor. É tão raro quando uma pérola e tão valioso quanto à maior quantia de dinheiro. Tal artefato pode mudar vidas, pode prevenir e até mesmo encorajar. Tal artefato tem quase que poderes mágicos... Tamanha a sabedoria que ele contém. Tal artefato é o famoso livro!

         Nada é mais satisfatório do que pegar em mãos um livro... Seja ele novo ao ponto de sentir o cheiro de folha recém impressa, ou, seja ele antigo, daqueles que talvez tenhamos certa dificuldade em desvendar sua caligrafia, ou sua escrita... Talvez de uma civilização que já nem exista. Um templo, por assim dizer, de um livro, provavelmente seja a tão famosa biblioteca de Alexandria. Localizada no Egito era uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Durante uns sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antigüidade. Ela não se contentou em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instigação a que os homens de ciência e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidade.

         A biblioteca de Alexandria é apenas um exemplo da tamanha fonte de informação que se encontra em qualquer outra biblioteca. O maior requinte que uma civilização pode passar de herança para os descendentes futuros, não se encontra em um computador, ou em algum site da internet... Encontram-se nos livros. Nada como saborear e inebriar-se no vasto mundo da literatura. Nele você pode ser quem quiser... Desde Shakespeare até Capitu... O que realmente vale é o conhecimento... Que só se adquire assim: Sentindo.

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