14.12.11

Conversa Nutricional

por Tassia Diniz

Remédios para emagrecer: perigo à vista

   Quem está acima do peso muitas vezes recorre desesperadamente às dietas que prometem resultado rápido ou às pílulas ditas “milagrosas”, que acabam causando mais prejuízos do que benefícios para a saúde.

    a melhor maneira de perder peso é associar o tratamento a uma dieta equilibrada e à prática de exercícios físicos. Segundo o especialista, os remédios para emagrecer podem ser utilizados em alguns casos, mas sempre com indicação de um profissional.

     O presidente da Federação Latinoamericana para o Estudo da Obesidade e professor associado da Puc-RJ, Dr. Walmir Coutinho esclarece um pouco mais sobre os diferentes remédios para emagrecer e revela alguns mitos e verdades sobre o assunto:

- Qualquer pessoa pode tomar remédios para emagrecer?
Não são todos os casos que precisam de medicamento. Só o médico é apto a constatar se o paciente deve ou não recorrer ao uso de medicamentos. Portanto, o ideal é que se procure um bom profissional. Recomendamos sempre associar o tratamento a uma dieta equilibrada e atividade física. 

- É preciso fazer dieta quando se está tomando remédio para emagrecer?
Mesmo com o uso de medicamentos, a meta principal do tratamento deve ser a mudança dos hábitos com uma melhor alimentação e a prática regular de atividades físicas. Mudando-se os hábitos que fizeram o paciente ganhar peso, evita-se o efeito sanfona.

- Quais são as principais diferenças entre os remédios para emagrecer?
Hoje temos à disposição medicamentos com diferentes mecanismos de ação. De uma forma geral, existem medicamentos de ação central que agem inibindo o apetite ou aumentando a saciedade. Existem também os medicamentos de ação local no intestino, os inibidores de absorção de gorduras, que impedem a absorção de 30% da gordura ingerida.

- Por quanto tempo pode-se tomar um remédio para emagrecer?
Desde que utilizados com acompanhamento médico, recomenda-se sua utilização pelo tempo que se fizer necessário.

- Os remédios podem causar dependência?
Apenas os inibidores do apetite (como
o femproporex, dietilpropiona e mazindol) podem causar dependência.


- Como saber se um remédio é seguro e eficaz? Só é possível avaliar adequadamente a segurança e a eficácia de um medicamento através de pesquisas clínicas controladas com placebo (pacientes submetidos apenas à dieta). Essas pesquisas permitem avaliar se o medicamento é mais eficaz que o placebo na perda de peso e na melhora dos fatores de risco associados à obesidade, como alterações de colesterol, diabetes e pressão alta.

- Quais são os efeitos colaterais mais comuns desse tipo de medicamento?

Eles variam conforme o grupo de medicamentos. Entre os inibidores do apetite predominam os decorrentes do estímulo do cérebro, como nervosismo e insônia. Entre os estimulantes da saciedade são mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal e a insônia. Já os inibidores de absorção das gorduras, quando não associados a um plano alimentar equilibrado, podem causar diarréia.


Conheça os riscos e benefícios dos principais remédios para emagrecer

Anorexígenos (Femproporex, Anfepramona e Mazindol): Substâncias que atuam no cérebro como inibidores de apetite. Incluem desde taquicardia, boca seca, insônia, ansiedade e depressão. Uma complicação menos freqüente e mais grave é a dependência, em geral associada a uma má utilização. Pacientes com problemas psiquiátricos não devem utilizá-los.

  • Sacietógenos (Sibutramina e Rimonabanto): Também atuam no cérebro, reduzindo a ingestão alimentar sem inibir a fome. O paciente se satisfaz com menores quantidades de alimento. A sibutramina tem como efeitos colaterais mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal, a insônia e a taquicardia. Já o rimonabanto pode provocar náuseas, tonteira, diarréia, ansiedade e insônia.

  • Inibidores da absorção de gordura (Orlistate): O único representante desta classe é o Orlistate, mais conhecido como Xenical, que atua apenas no intestino bloqueando parte da gordura ingerida. Efeitos colaterais de natureza gastrintestinais, que podem ser evitados através de uma ingestão controlada de gorduras.

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