26.1.12

UPMUSIC

Por Renata Luiz


INDEPENDÊNCIA MUSICAL

     Quando o assunto é banda independente, na maioria das vezes o que passa pela cabeça são dificuldades, shows vazios, falta de grana, de equipamento e dezenas de percalços por que passam todos os que trilham esse caminho, por falta de opção ou por escolha. As grandes gravadoras, embora estejam perdendo o grande controle que tinham, ainda fabricam, constroem, criam tendências e tem certeza que sabem o que o público deseja ouvir, esquecendo-se da qualidade e da essência da música. Ainda existem os jabás nas rádios, as bandas que pagam fortunas para que a sua música seja tocada à exaustão e entrem na mente do público não diferindo de um jingle publicitário. As bandas ainda têm muitas vezes que pagar para tocarem nos espaços, ganhando apenas o aplauso de um público entusiasmado. 

    As bandas independentes vêm caindo no gosto do público, que se sente carente de grandes nomes no cenário nacional. Contudo, o grande problema para as bandas é a falta de recursos para melhorar e divulgar seu trabalho. 


     As últimas décadas foram marcadas por intenso avanço tecnológico, que se reflete em mudanças significativas na sociedade em geral. Na música não foi diferente. A mudança foi grande devido o desenvolvimento da internet e de todos os elementos comunicacionais que surgiram por meio dela. Se a internet foi uma revolução muito importante no contexto mundial, certamente o que ela fez no cenário independente foi uma revolução dentro da revolução. Isso porque a internet possibilita a conexão com um grande número de pessoas, rompendo assim barreiras geográficas e possibilitando grande intercâmbio cultural, fazendo com que o conceito da palavra “independente” ganhe outras interpretações. Com isso, a música independente ganha espaço para a discussão sobre o “que é ser independente?”. 

     Artistas independentes são aqueles que não têm ajuda de grandes gravadoras e que possuem controle de suas obras. Ainda assim, a música independente brasileira vive uma fase de definição. Isso porque, a internet como ferramenta de divulgação ainda tem muito por oferecer, e não existe ainda controle sobre isso. Em certos casos, a facilidade de produzir, gravar e disponibilizar na internet acabou deixando o mercado musical inchado devido à imensa variedade de bandas e sons, muitas vezes sem critérios de qualidade sonora. Mesmo assim, não se pode misturar esse fato com o mercado da música alternativa, que a cada dia apresenta crescimento nos padrões de qualidade.

      Ser independente não é ser sozinho. Afinal, no mundo virtual em que vivemos nunca se está sozinho. Por isso, o conceito de “independência” ganha novas interpretações.
A música independente brasileira já se configurou culturalmente e saiu da marginalidade há algum tempo, não configurando a classe de músicos excluídos. Muito pelo contrário, ela está mais resistente a cada dia e com uma oferta de músicos de alto padrão, consolidando cada vez mais seu espaço no mercado atual.

Fonte: rockazine.com

Semana que vem UPMUSIC trás a Banda Versares, que vai contar como é fazer parte dessa cena musical no Brasil.

Até mais!

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