13.1.12

Vintage Cultural

por Jéssely Diamente



                O AVM esse ano começará o Vintage Cultural com um clássico das histórias infantis: As Mil e Uma Noites! A saga de contos orientais que encantou e envolveu pessoas – não apenas crianças, mas também adultos – de todo o mundo, com seus contos sobre as aventuras de “Simbá- o marujo”, “Aladim e a lâmpada maravilhosa”, “Ali-Babá e os quarenta ladrões”, etc. As histórias possuem várias origens, que incluem o folclore árabe, indiano e persa, não existindo uma versão definida da obra, que se diferem quanto ao número de contos.
                As Mil e Uma Noites narra à história de Shariar, um rei muito bonito e honrado, que, porém, não sabia que sua esposa guardava um terrível segredo: ela tinha como amante um dos servos mais dignos da corte. Certa vez quando Shariar surpreendeu a esposa com o amante, ele sacou sua espada e matou ambos pela infidelidade. No mesmo dia o irmão do rei Shazaman veio visitar-lhe, e disse que lhe havia acontecido a mesma coisa, e que ele havia sacado sua espada e matado também sua esposa e servo infiel. Shariar então fez um terrível juramento: na noite seguinte se casaria de novo, mas não permitiria que sua mulher desfrutasse os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clareasse, mandaria executá-la... E na noite seguinte tomaria outra esposa e ao amanhecer ordenaria que a eliminassem. E assim iria fazer, sucessivamente até que não sobrasse uma única representante do gênero feminino no reino.
                Os homens do reino temiam por suas filhas, irmãs e netas... E todas as noites ele se casava e toda a manhã mandava as moças para a morte. Muitas fugiram para outros reinos, sobrando apenas à filha do primeiro-ministro do soberano: Sherazade. O pai, aflito temia a vida de sua filha, mas a mesma sentia-se confiante. A jovem possuía uma grande beleza, e havia combinado com sua irmã caçula um plano. Sendo assim, na noite de seu casamento, antes do rei fechar as portas do palácio, Sherazade disse ao rei que sua irmãzinha Duniazade, estava à porta chorando, pois sabia que sua irmã estaria morta pela manhã, e desejava uma última história para dormir. O rei resmungou, e tentou impedir, mas as duas irmãs continuaram com o plano. E Sherazade começou: “Era uma vez...” Com o passar da história, o rei foi se interessando pela forma como sua jovem esposa contava histórias, e estava cada vez mais envolvido. Na manhã seguinte, ele adiou a execução para que pudesse saber o final da história, e todas as noites Sherazade começava uma nova para entreter o rei. E assim a jovem foi adiando sua execução por dias, meses e anos. Quando certa vez ela disse ao rei que eles já estavam casados a 1001 noites, e que não havia mais nenhuma história que ela pudesse lhe contar, disse que ele poderia enfim matá-la. Mas o rei percebeu que após os anos, ele havia se apaixonado e não poderia matá-la, pois não conseguia viver sem ela. Chamou então seu irmão Shazaman, e lhe propôs que se casasse com Duniazade. Fizeram então uma dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez... E ambos viverão felizes pelo resto de seus dias.
                Foi a partir da esperteza de Sherazade que surgiram então os contos mais conhecidos por nós... E filmes como Aladim ganharam vida. As Mil e Uma Noites são um exemplo claro de criatividade e força. Cada um deve extrair das histórias sua própria moral, refletindo sobre o significado que cada uma delas tem. Uma dica: Mesmo que sejamos prisioneiros de nossas próprias vontades, ou das vontades de outrem, cada qual tem seu dia de glória, podendo despertar sua criatividade, que é muito mais importante que qualquer tesouro material.

Fica a Dica!

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