30.5.12

Coluna-Fórum

Por Dedé Vieira

Qual realidade a era tecnológica nos propõem?

Como estão seus amigos?
‘Uma pergunta como esta talvez faça você avaliar e sair de uma resposta determinante em que diria “Estão bem”. Talvez te mova a refletir se realmente você acredita que os seus amigos estão bem, talvez te incidas a duvidar se realmente eles não estejam doentes, com fome, carente, deprimido, explodindo de alegria, precisando de um abraço ou precisando de uma conversa. Ao invés disso simplesmente vamos adotar a ideia, a rotulagem que mostra nesta era que nossos amigos estão bem, por que nossos amigos são virtuais. ’

Estamos falando numa era em que a sociedade gera consumo, consumo fortalece o mercado digital, o digital sustenta a tecnologia, a tecnologia acelera nos tornando cada vez mais consumistas. Esse consumo numa louca rapidez se resume ou se propaga como sendo a era Tecnológica. Os meios de comunicação e a epidemia tecnologia abrem as fontes para o real e o virtual.

Segundo o Sociólogo e Fotografo francês Jean Baudrillard estamos vivendo num mundo onde a imagem é mais poderosa que o seu referente real, ou seja, as imagens eletrônicas substituem a realidade, produzindo assim um simulacro ou simulação. Para entendermos melhor esse conceito, Baudrillard foi referencia para criação de um filme campeão de bilheteria, Matrix. O filme aborda com exatidão um mundo mediado por representações (Simulações). Estamos interligados assim como a historia do filme numa rede, onde por certo lado tenta “comprar” pessoas, amigos, relacionamentos amorosos etc. Estas imagens (chamados perfis) vão fazer os outros discernirem quem você é sem se apropriarem da sua realidade. Você introduz uma descrição de personalidade através daquilo que considera interessante e assim constrói sua identidade coletiva.

Jean Baudrillard


Ao passo que a internet nos estabelece uma comunicação massiva, geral, ela nos restringe ao estático, como assim?

Quando se diz interação social, se propõem a ideia do eu e o outro em troca de informações possibilitando frequentes momentos reais e não em interações coletivas que nos molda numa realidade virtual, pois essa realidade virtual pode simular ser tão significativa que acaba sendo para muitos como a realidade absoluta. Imaginar a velocidade em que a tecnologia avança e pode avançar é saber identificar e separar o virtual da realidade, isso é possível? Em pleno sentido sim, é possível quando pararmos de acreditar que existem abraços virtuais, que existem presentes virtuais, que existem sentimentos ou emoções virtuais ou que o virtual seja simplesmente um ideal, pois não é, o virtual é um artifício que simplifica, melhora, constrói, informa, conecta, reúne pessoas a objetos, a coisas, ao mundo, mas o virtual não é não foi e nunca será a sua vida.

O conceito de amigo virtual é abrangente na web, foi um modo de consumo de criar satisfações numa massa capitalista em que o digital está crescendo ferozmente. Não há nada de estranho em novas formas de tecnologia, mas é estranho e preocupante alguém dizer que sua principal forma de diversão é a internet.
   
Não há nada de errado com o virtual, a interação, o que se enfatiza é a preocupação em que o virtual cria nas pessoas, uma expectativa superficial. Como citado às redes estão abertas e funcionam como representações de cada um, o que se propõem é a interação face a face e ter o digital, o virtual apenas como um intermediador social.


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