26.5.13

'Peripécias' com Dedé Vieira

Ensaio sobre o consumo

Hei Carlos, meu amigo
quanto tempo não te vejo,
como está? - pensa Carlos
era tudo que eu 
queria ouvir,
perdido entre a terra e o céu
objetivos que não atingi.
Não sou herói
nunca fui herói,
mas me virei muitas vezes 
para salvar vazias manhãs
não lamento, só argumento,
argumentos e mais argumentos,
palavras doces aos ouvidos,
promessas fáceis.
Sai, madruguei,
quebrei a aurora
passa uma, duas, três,
fazem muitas horas.
estou no trem, rodei,
subi escadas, desci escadas
em minhas lembranças
não vejo mais meus filhos,
só os números das linhas.
entrei, sentei
na sala de espera 
o recanto da tortura
só escutasse o "tec tec" 
dos dedos mexendo nos celulares
sem qualquer motivo "tec tec"
contínua e inóspita.
Voltei correndo
entrei, sentei, respirei
consegui o temporário
12 horas por dia, uma semana
limpador de pratos
não vamos precisar
vender a TV de led

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se é Arte, é Categóricos!