8.8.13

Cyro dos Anjos - Escritor da Semana

Cyro Versiani dos Anjos, jornalista, professor, cronista, romancista, ensaísta e memorialista nasceu em Montes Claros (MG), em 5 de outubro de 1906. 

13º dos quatorze filhos do casal Antônio dos Anjos e Carlota Versiani dos Anjos, iniciou seus estudos naquela cidade e, depois, em Belo Horizonte (MG), a partir de 1923, onde estudou humanidades e fez o curso de Direito, tendo se formado em 1932 pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalhou nessa época como funcionário público e jornalista (Diário da Tarde - 1927; Diário do Comércio - 1928; Diário da Manhã - 1920; Diário de Minas - 1929 - 1931); A Tribuna – 1933, e no Estado de Minas (1934 - 1935).

Advogou por pouco tempo em sua cidade natal, tendo optado por continuar trabalhando na imprensa e no serviço público. Exerceu diversos cargos no governo estadual de Minas, tendo sido professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, (1940 – 1946), na qualidade de fundador.

Em 1933, como redator de “A Tribuna”, publicou uma série de crônicas que seriam o germe do seu mais famoso romance, “O amanuense Belmiro” (1937), de análise psicológica, escrito na linha machadiana, explorando a vida de um funcionário público da capital mineira.

Em 1946, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde ocupou, durante o governo Dutra, as funções de assessor do ministro da Justiça, diretor do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado IPASE (1946-51), e presidente do mesmo Instituto, em 1947. Colaborou também em diversos órgãos da imprensa carioca.

Convidado, em 1952, pelo Itamarati, a reger a cadeira de Estudos Brasileiros, junto à Universidade do México, residiu nesse país até 1954, quando foi transferido para igual posto na Universidade de Lisboa. Em Portugal publicou o ensaio “A criação literária” (1954).

Em fins de 1955 regressou ao Brasil, e, em 1957, foi nomeado subchefe do gabinete civil da Presidência da República, no governo Kubitschek. Participou da Comissão designada pelo Governo Federal, em 1960, para planejar a Universidade Nacional do Brasília, vindo a ocupar a função de coordenador do Instituto de Letras da mesma Universidade. Ali regeu, na qualidade de professor titular extraordinário, em 1962, o curso "Oficina Literária". Aposentado em 1976, voltou a residir no Rio. Não se desligou das atividades do ensino, continuando a ministrar, na Faculdade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o curso "Oficina Literária".

Recebeu os seguintes prêmios literários: da Academia Brasileira de Letras, pelo romance Abdias (1945); do PEN-Clube do Brasil e da Câmara Brasileira do Livro, pelos livros Explorações no tempo (1963) e A menina do sobrado (1979)

Foi o quarto ocupante da Cadeira 24, eleito em 1º de abril de 1969, na sucessão de Manoel Bandeira e recebido pelo Acadêmico Aurélio Buarque de Holanda em 21 de outubro de 1969.

Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 4 de agosto de 1994.
Obras:

O amanuense Belmiro, romance (1937)
— Traduzido, posteriormente, para o inglês e o francês.

Abdias, romance (1945)

A criação literária, ensaio (1954)

Montanha, romance (1956)

Explorações no tempo, memórias (1963)
— Com o texto revisto, passou a integrar A menina do sobrado, sob o título de Santana do Rio Verde.

Poemas coronários (1964)

A menina do sobrado, memórias (1979)

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