Crônicas

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As Crônicas de Cheng
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Paulo Cheng
Escritor e Cronista 


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Crônicas




de Paulo Cheng. 22/10/17
Internet, ideologia de gênero e modernidade: 
ameaçando a pureza de nossas crianças.

Pega-pega, pique-esconde, guerra de carrapateira, papagaio, pular corda, bolas de gude, amarelinha, antigamente o divertimento da criançada estava a anos luz de tecnologias ou modernização, era brincadeiras simples, divertidas, que demandavam muita energia e liberdade, onde a criançada realmente extravasava seu vigor pueril. Mas infelizmente, nos dias de hoje, quase não há resquícios de uma infância tão saudável como foi a de antigamente, digo há 20, 30 anos atrás, e a inocência em ser criança já é algo que ficou para trás, já não se faz mais infâncias como antigamente.

Ser criança nos dias de hoje é um desafio hercúleo, os tempos são outros, e a inocência foi ameaçada por inúmeros inimigos, sejam físicos ou ideológicos. Ser criança nos tempos atuais já não é a mesma coisa, antigamente elas podiam ficar nas ruas brincando com mais tranquilidade, hoje é impensável, pois a violência, sequestros, estupros são ameaças reais, e condicionaram os nossos pequenos a se limitarem ao reduto de suas casas ou a um playground ou espaço mínimo nos prédios ou condomínios residenciais. O recrudescimento da violência custou a liberdade de nossas crianças, que perderam a autonomia das ruas, e estão reclusas aos quintais, terraços e salas de estar.

Outra ameaça que ronda a liberdade e inocência de nossas crianças é a ascensão da pedofilia e crimes sexuais. A pedofilia é um crime sórdido e animalesco, pois ferir a inocência e castidade de uma criança por um adulto é um ato sórdido e macabro, e por incrível que pareça, isso não é um mal incomum, mas acontece com a maior frequência, e os pedófilos são sorrateiros, agem na surdina e são as pessoas nas quais menos desconfiamos, podendo ser até um conhecido, amigo ou familiar. E como é um ato sorrateiro, as crianças são envolvidas de forma suave e contínua, e muitas vezes só percebem que foram assediadas quando já aconteceu algo grave.

O advento da internet, as redes sociais e a tecnologia também se transformou em um vilão para a infância atualmente. Hoje torna-se mais precoce o desenvolvimento da criançada por conta da exposição às redes sociais e à internet, onde já elas já adotam um comportamento adulto, numa fase onde deveriam se preocupar em estudar e brincar, hoje crianças estão com perfis em redes sociais, grupos de chat ou com blogs, nada contra a inserção delas no mundo virtual, mas quando isso se torna algo sem rédeas, o resultado é nocivo. Também os jogos eletrônicos tiraram o interesse de muitas crianças em brincadeiras inocentes e sadias, trocar um vídeo game por uma bicicleta ou jogo de futebol é algo comum e até estimulado pelos pais, pois, para livrar os seus pequenos da violência nas ruas, submetem seus filhos a uma tela de computador ou a um jogo virtual com o intuito de deixá-lo “protegido” dentro de casa, e com isso nasce uma geração de crianças obesas, sedentárias e sem interesse de ler ou escrever.

Um mal recente, porém não menos nocivo ás crianças de hoje é a doutrinação ideológica, este mal que provem de ideais de movimentos esquerdistas, tentam aliciar crianças e incentivá-las a aflorar seus desejos sexuais de forma precoce, outro intento perverso promovido pela esquerda cultural, assim como movimentos LGBT é apregoar a ideologia de gênero, deixando claro que, não existe meninos e meninas, mas sim o que elas quiserem ser, contrariando as leis naturais e biológicas de que, os meninos nascem meninos, e meninas nascem meninas, a ideologia de gênero tenta a todo custo contrariar a ordem natural das coisa onde, jamais mudarão a condição cromossomial onde xx e xy é uma condição inata humana, e isso jamais se alterará. Criança trans, criança viada, ideologia de gênero, todas essas mazelas que provem de mentes deturpadas e pervertidas são um malefício moderno que conspiram contra a inocência das crianças de hoje, e tudo isso promovido pelos movimentos de esquerda, patrocinados pela mídia, governo e ong's, as nossas crianças nunca estiveram tão em perigo como atualmente.

A inocência de nossas crianças, uma infância sadia, e a fase mais pueril e casta das crianças estão gravemente ameaçadas por inúmeros perigos, e urge as pessoas decentes e de bem combater, seja no campo das leis penais ou no âmbito ideológico todo esta perniciosidade que ameaça a infância nos dias de hoje, e cabe a nós, eu e você, preservarmos o que há de mais casto e puro que existe: a virtude e a candura de uma criança.

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de Paulo Cheng. 01/10/17
Tudo Passa


O tic tac do relógio temporal é inclemente, a cada tic, subtrai uma fatia do tempo, e a cada tac, suprime os nossos escassos momentos vitais. A finitude da vida é implacável, não privilegia uns em detrimento de outros, todos estão debaixo da inexorabilidade da brevidade da vida, o tempo, como senhor supremo, norteia os nossos passos, direciona as nossas sendas, e mitiga as nossas ações. Somos subservientes deste senhor chamado tempo, escravos de sua volição, e vassalos dos seus caprichos.

A finitude da vida nos convida a remirmos o tempo, a sermos seletivos em nossas prioridades, e a elegermos primazias. Já nascemos fadados ao desgaste do tempo, e paradoxalmente, já nascemos morrendo. A utopia onírica peterpaniana não se sustenta ante o surgimento das primeiras rugas faciais, e o anseio filosófico do “forever young” só se perpetua nas rimas poéticas musicais. Um dos grandes mistérios da humanidade e um nó górdio a ser desatado são as inquirições acerca da eternidade. Anelamos ser eternos, aspiramos sermos imortais, e ambicionamos viver para sempre. E mesmo diante desses desejos intrínsecos de sofreguidão pelo infindo, somos confrontados pelo choque de realidade da finitude da vida, sim, tudo se encaminha para o seu momento derradeiro, tudo se direciona para o caos final, e tudo se converge para a frieza cinza e insólita de uma tumba soturna.

Somos efêmeros, e os nossos devaneios onipotentes mais exacerbados se dissipam em um leito de hospital ou numa fria sala de UTI. Toda a arrogância do soberbo, a indiferença do abastado, e a altivez do pedante repousam humildemente numa lápide sepulcral. Por mais que nos apeguemos à vida, e por mais que cada célula de nosso corpo clame pela continuidade da existência, lenta e impiedosamente o tempo nos compele para o arrefecimento de nossa vivência, pois biologicamente não somos estruturados para se perpetuar no tempo e no espaço, sobrando somente estas perspectivas para o campo metafísico.

Tudo passa, o café esfria, o vinho esquenta, os cabelos esbranquecem, a visão fica turva, as rugas se proliferam na face, as tecnologias se tornam obsoletas, as modas se tornam retrô, o cigarro apaga, as celulites e as estrias se proliferam, e as gerações se sucedem. O tempo não para, e o hoje se torna ontem em fração de segundos, e o amanhã se torna hoje a cada momento. A fugacidade da vida e a efemeridade da existência nos convida a priorizarmos essencialidades, e a remirmos o tempo, alias, o tempo é o bem não renovável mais precioso que temos, podemos perder e recuperar dinheiro, bens, pessoas ou circunstâncias, todavia, um milésimo de segundo que passou jamais o recuperamos, e a ampulheta do tempo continua a esvaziar os seus grãos de forma inexorável.

Na fina fatia de tempo denominada vida, o tempo se encarrega de suprimir a utopia da eterna juventude à medida em que os anos se sucedem. Todos nós estamos fadados ao caos existencial, e nos encaminhamos lenta e gradativamente pela senda do crepúsculo vital, onde as cortinas do tempo se fecham lentamente, finalizando o espetáculo da vida. Tudo passa, e até as reminiscencias e os vestígios de nossa passagem nesta vida, e por mais que tentemos postergar a nossa estada por aqui, e por mais que nos empenhemos em nossos feitos no sentido de deixarmos um legado, tudo passa, e seremos imergidos no vácuo do esquecimento existencial, pois afinal de contas, tudo passa
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de Paulo Cheng. 05/09/17
Amazônia: O Pulmão do Mundo Agoniza!

Desde a minha tenra idade, escutei a esmo que a Amazônia era o pulmão do mundo, com sua diversidade biológica, terrestre e aquática, sua fauna e flora complexas, e suas belezas naturais deslumbrantes, um lugar único e sui generis, com suas riquezas minerais e sua abundância em água potável, sim, o pulmão do mundo, catalizador climático mundial, não obstante sua fama de órgão mantenedor da respiração do grande corpo que é o planeta, a respiração límpida está cada vez mais ofegante, e o ar, cada vez mais poluído, o pulmão do mundo agoniza.

Discorrer sobre as riquezas minerais e a biodiversidade da Amazônia é chover no molhado, contudo, vale reiterar que, obtemos a maior riqueza mineral em nosso solo de todo o planeta, somos detentores de minerais que só existem em nosso subsolo, minérios que dariam para abastecer o restante do planeta por anos, como o Nióbio, Bauxita e outros, uma riqueza que, se convertesse em dinheiro, e tal montante financeiro fosse convertido em benesses para a população brasileira, com toda a certeza saltaríamos de um mísero país sul-americano pobre e promissor e de terceiro mundo para a maior potência do planeta.

Infelizmente, o nosso tesouro natural, que é a Amazônia, a cada ano sofre um duro golpe, que é o desmatamento, onde, por negligência e interesses escusos, o pulmão do mundo está sendo entregue a Ong’s e organizações internacionais com o consentimento dos nefastos políticos brasileiros para que a nossa riqueza seja roubada, e a preço de banana. Além do desmatamento desenfreado, da extração ilegal de madeireiras e das queimadas criminosas, o mundo todo sempre esteve de olho em nossas riquezas minerais, e, com o consentimento da politicagem escusa de nossa classe política, alguns países já se instalaram aqui para nos roubar. Há anos atrás, o doutor, professor e deputado federal Enéas Carneiro já expunha altissonante na mídia em seus pronunciamentos como candidato à presidência da república que os nossos tesouros naturais da Amazônia estavam sendo dilapidados por aventureiros estrangeiros com o aval do poder público, já se passou uma década de sua morte e a situação continua a mesma, piratas modernos continuam usurpando as nossas riquezas.

Infelizmente a nação brasileira é o maior paradoxo mundial, somos o país mais rico do planeta, e ao mesmo tempo, um dos países mais pobres e atrasados, e tudo isto em virtude da ganância e cobiça de uma meia dúzia de políticos que, com fome e avidez por lucros e benesses, dão de graça os nossos tesouros e riquezas para os estrangeiros. E estamos fadados a um destino nefasto, continuarmos a ser um país de terceiro mundo e, ao mesmo tempo, ver a nosso maior patrimônio ser afanado bem diante de nossos narizes, e sem podermos reagir, um triste fim para o país tropical, abençoado por Deus, e bonito e rico por natureza.


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de Paulo Cheng. Quarta. 23/08/17
Presídios Brasileiros: 
Um Depósito Humano de Foras-da-Lei

Dentre os inúmeros conflitos que incidem sobre as sociedades modernas, a violência é uma das mais delicadas problemáticas que desestruturam os alicerces sociais, visto que, com o recrudescimento constante dos índices de violência, somado à ineficácia do sistema prisional que, ao invés de ressocializar o detento, o torna mais nocivo em seu retorno ao convívio da sociedade.

Os problemas que envolvem a situação carcerária são distintos e inúmeros. A superlotação, a falta de estrutura dos presídios, os inúmeros benefícios concedidos aos presos, assim como a ociosidade dos detentos dentro das penitenciárias fazem com que, por vezes o crime além de compensar, o Estado não consegue, de forma eficaz, recuperar grande parte dos apenados. O nosso sistema carcerário está a anos luz de atraso em relação ao de países desenvolvidos, e o seu modelo está defasado e inócuo. As condições físicas dos presídios são deploráveis, insalubres e a superlotação é notória, celas onde, normalmente cabem 5, são ocupadas por 20 ou 30 apenados, o que de cara já se configura um absurdo; soma-se também o fato de os presidiários passarem o dia todo ociosos, sem uma tarefa ou obrigação, como trabalho ou estudo, isso os deixa livres para se dedicarem a conversações torpes, aprimorarem técnicas, comandarem ações criminosas de dentro das selas, assim como alimentarem rusgas e disputas territoriais dentro das penitências, descambando por vezes em brigas constantes e o cometimento de crimes; o fato de não produzirem renda e serem sustentados pelo contribuinte, os tornam um peso imenso para o erário, numa relação custo/benefício oneroso e sem lucros para a sociedade.

As soluções para dirimir ou atenuar a situação caótica nos presídios brasileiros começariam pela sua gênese, percorrendo as ações de prevenção, como educação eficiente e oportunidades no mercado de trabalho, contudo, algumas reformulações mais urgentes seriam necessárias para diminuir de imediato a situação carcerária, tais como, reformulação das leis penais, reconstrução de presídios com mais segurança, implantação de trabalho obrigatório para os detentos pagarem por sua estada nas penitenciárias, estudo e cursos profissionalizantes compulsórios, além de uma monitoração mais rígida no controle dos presidiários, evitando contato com o mundo externo, facções ou rusgas dentro das celas, com estas e outras medidas sérias, amenizaria essa sombria realidade nas penitenciárias brasileiras.

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de Paulo Cheng. Dom. 13/08/17
Traição: Um Punhal Cravado na Alma

Os relacionamentos interpessoais são complexos, e há inúmeras variáveis que norteiam estas relações, e também alguns valores éticos e morais estão envoltos, delimitando as liberdades e freando os excessos, valores como companheirismo, lealdade, honestidade, retidão, solidariedade, dentre outros, tais valores são responsáveis por um relacionamento sólido e duradouro, não obstante, quando um deles é rompido abruptamente, há uma quebra nesta relação, e tal traição além de se configurar uma ruptura numa troca sadia de sentimentos, também é responsável por causar tristeza e desilusão.

Uma traição não só é em caso de infidelidade conjugal, mas uma quebra numa relação afetiva, seja ela em quaisquer níveis, e as pessoas envolvidas nesta relação se veem numa situação onde a decepção e a frustração causam dores inexprimíveis e profundas, dores que infligem tortura no amago da alma. Mesmo onde haja amor, tais decepções podem ocorrer, e os motivos são infindos, pois os seres humanos são fadados ao erro e com a maior frequência traem não só os outros, mas a si mesmos e aos seus conceitos mais basilares de ética, moral, espiritualidade ou companheirismo.

Quando traímos alguém que amamos, estamos abalando as estruturas de uma relação pautadas no amor, respeito e reciprocidade, e os desdobramentos de tal traição causam ecos emocionais interiores indescritíveis e que reverberam de forma ininterrupta e duradoura. Há pessoas que não suportam uma traição, seja de um parceiro amoroso, um parente ou amigo, e dependendo de sua estrutura emocional, desestabiliza todo o seu emocional, desenvolvendo uma depressão, ou algum problema emocional, além de abalar sua confiança, tanto na pessoa que a traiu quanto nas demais que estão em sua volta.

Há dois caminhos distintos para aquele que trai e para o que é traído. Para aquele que trai, caso haja algum sentimento de arrependimento pulsante em si, se arrependerá e deixará de seguir esta senda, cuidando para que não mais possa ferir os outros agindo da mesma forma, ou continuará a trair e enganar a todos os que estão ao seu redor, deixando um rastro de dor e decepção por onde ande; já para aqueles que foram traídos, o caminho mais sublime é o do perdão, onde, de forma madura e consciente, tomará as rédeas da situação, pois o perdão é a ferramenta que somente as pessoas sapientes podem exalar, ou se fechar em rancor e agir com a mesma moeda, algo não recomendado, pois imergirá sua alma em dor e obscuridade.

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Urubus, Carniças e o Retrato de uma Geração Canibalesca
de Paulo Cheng. Dom. 06/08/17


O ser humano possui características nobilíssimas, consegue exalar amabilidade, gentileza, altruísmo e solidariedade, assim como consegue construir histórias deslumbrantes baseadas no amor e na benquerença, não obstante, há um lado negro, obscuro dentro de nós que aflora à medida no qual nos alimentamos de coisas em estado de putrefação, e nessas horas brotam em nós o nosso lado sombrio, e nos tornamos como aves de rapina.

As sociedades de hoje estão solidificadas em valores no mínimo aviltantes, onde o lado mais grotesco das pessoas eclode de forma espontânea. Hoje em dia, os meios de comunicação, aliado à internet, aproximaram as pessoas e deixaram o mundo conectado e bem menor, e devido a essa facilidade e interação, nada passa despercebido, e todas as mazelas do mundo são despejadas em nossa sala de estar através da TV ou tela de computador ou smartphone, um fato ocorrido nos recônditos mais remotos de uma tribo na África ou em uma comunidade suburbana de um país de terceiro mundo ganha notoriedade no mundo todo, estamos conectados tanto nas coisas aprazíveis quanto nas adversidades.

Infelizmente o ser humano nutre um apreço pela desgraça, e as obscuridades têm um fascínio sobre as nossas emoções, um belo exemplo são os noticiários, notícias boas e amenas não chamam a atenção, já assassinatos, estupros, violência em geral dão Ibope e prendem a nossa atenção, somos propensos a sentir deleite em presenciar os infortúnios, e nos regozijamos em observar a desgraça alheia, e nutrimos um prazer mórbido nas calamidades de outrem, isso alimenta a fome voraz de nosso lado tenebroso.

Inúmeras tragédias macularam as páginas da história da humanidade, e tudo isso proveio da gênese de sentimentos macabros represados no âmago de nossas almas, e tal atributo não é privilégio de grandes ditadores ou reis e imperadores opressores durante os séculos de outrora, mas isso está insuflado em nosso DNA, aflora em nós de forma melíflua, nos levando a termos aprazimento na desgraça alheia, e um dos reflexos disto são as redes sociais hoje em dia, onde, com veemência são postados notícias e vídeos onde o lado mais negro e tenebroso dos outros são compartilhados, cenas de violência, assaltos, e toda a sorte de crueldade são expostas sem pudor ou restrição, alimentando a fome e sede de pessoas famintas e sedentas pelo prazer mórbido de ver a fatalidade dos outros, contribuindo para tornar uma geração fria, obscura e sem senso de humanidade. Este é o fiel retrato de nossas sociedades, onde pessoas se transmutam em urubus, ávidos por carniça, e tornando uma geração de canibais.


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No limiar entre o Amor e o Ódio
de Paulo Cheng. Dom. 11/06/17


“a vingança é um prato que se come frio”; “aqui se faz, aqui se paga”; “o inferno te aguarda”; provérbios horripilantes, adágios populares medonhos, os seres humanos conseguem ser, paradoxalmente bons e maus, sublimes e sinistros, amáveis e iracundos, os sentimentos que tecem os retalhos de nossas emoções são ambíguos e imprevisíveis, se manifestam de acordo com os estímulos internos e externos, somos uma caixinha de surpresa, tanto boa quanto má.

Sentimentos são atributos nobilíssimos, são através deles que nos expressamos, demonstramos afeto e rejeição, externamos os nossos estados de espírito, transmitimos alegria ou tristeza, e respondemos aos estímulos externos, dependendo de como as pessoas nos tratam, exalamos afabilidade ou destilamos menosprezo pelo próximo.

O ser humano consegue se distinguir de todos os outros seres vivos pelos sentimentos que os envolve, um animal selvagem, quando ataca, usa toda a sua fúria como meio de sobrevivência ou autodefesa, já nós, seres humanos, nutrimos algo que os animais não desenvolvem: ódio. E o pior, podemos acalentar o ódio ou desprezo pelo nosso semelhante por anos e até décadas, alimentando um sentimento nocivo que, tanto transmite negatividade para a pessoa odiada como imerge a alma do que emite tal sentimento em densas trevas, somos seres que conseguem matar os outros dentro de nós sem ao menos dar-lhes um tiro ou sequer preferir-lhes uma só palavra sequer.

Os nossos sentimentos destoam em um antagonismo paradoxal, conseguimos ser pessoas que serão lembrados por gerações por nossos bons feitos e ações, como também descer o ralo do esgoto existencial por atitudes nefastas e perniciosas. Por que odiamos aos outros? Por que conseguimos amar de forma ilógica? Tais sentimentos nos mostram o quão complexo e intrincado é as camadas de nossas emoções, onde o limiar entre amar e odiar, abraçar e rechaçar, fazer viver e matar, não passa de uma linha tênue, no qual os motivos que nos levam a amar e odiar são os mais improváveis e ilógicos possíveis, afinal de contas, a vida em si é uma experiência irracional.

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de Paulo Cheng. Dom. 11/06/17
Viver Impreciso

Na vida só temos uma certeza: nascemos e morremos. E muitas vezes não há tempo para envelhecermos, pois essa sequência natural muitas vezes é interrompida abruptamente por motivos alheios à nossa vontade, pois as imprevisibilidades da existência sempre nos espreita em cada esquina escura e erma, e de sobressalto, nos prega uma peça na qual não esperamos, viver é sempre impreciso.

Os mecanismos que regem o porvir nem sempre seguem uma linearidade matemática, nem sempre o que planejamos será concretizado, mesmo que nos dediquemos ao máximo em tais planos, dentre planejar e ver a concretização há um abismo infindo.

Os antagonismos existenciais recheiam o nosso cotidiano, nem sempre os dias são ensolarados, e as noites estreladas. As calamidades sempre um dia baterão as nossas portas, e o dia mal sempre irá nos alcançar. As decepções também se fazem presentes, e as frustrações sempre adentrarão em nossas festas, como convidados penetras; um dia sentiremos uma punhalada nas costas de um amigo querido, ou sofreremos decepção de nossos pais ou filhos.

O fato de não sabermos os desdobramentos do futuro nos perturba, as incógnitas do porvir nos imergem em um mar de interrogações, o que nos envolve numa redoma de incertezas, e as dúvidas nos causam insegurança. Os trilhos nos quais se desenrolam desdobramentos da vida não são inexoráveis, são sim voláteis e instáveis, somos meras marionetes das imprevisibilidades existenciais, e por mais que tenhamos status social, condição financeira ou gozemos de boa saúde, de uma hora pra outra poderemos ser arrancados de nossa zona de conforto e jogados em uma zona de conflito, a nossa frágil estabilidade na verdade não passa de um fio tênue que separa a vida da morte, a saúde da doença, a alegria da tristeza, a bonança da escassez, na vida a única estabilidade que existe é a certeza de que, para morrer basta estar vivo.

Viver será sempre um exercício imprevisível, talvez tal incerteza sobre os fatos e acontecimentos futuros seja algo positivo, pois, caso soubéssemos o que ocorreria no porvir talvez não fosse tão empolgante ou emocionante, e provavelmente haveria uma monotonia caso todos os desdobramentos da vida fossem antecipados, não obstante, o medo do desconhecido sempre dará um frio na barriga, e os enigmas que circundam o amanhã sempre nos deixará irrequietos, no mais, o fluxo existencial prossegue o seu itinerário e sempre o nosso viver será impreciso.

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de Paulo Cheng. Dom. 04/06/17
Quero

Quero, abraços mais apertados, sorrisos largos, olhares compenetrados, e apertos de mãos mais firmes, sabendo que as amizades são pérolas de inestimável valor

Quero, dias ensolarados, noites soturnas, feriados chuvosos, e invernos gélidos, as estações do ano são voláteis, e refletem toda a exuberância da natureza

Quero, filmes emocionantes, livros densos, discos clássicos, e danças empolgantes, a arte se expressa de múltiplas formas, expelindo deleite ao âmago de nossas almas

Quero, palavras sinceras, verdades nuas, conversas olho no olho, e relacionamentos genuínos, a verdade e sinceridade eclodem de amizades fidedignas e leais

Quero, beijos sôfregos, toques voluptuosos, olhares lascivos, e cópula concupiscente, os laços mais íntimos e carnais traduzem amor e intimidade ao extremo

Quero, corridas matinais, pedaladas vespertinas, exercícios rotineiros, e atividades desportivas, as potencialidades motoras em sua plenitude redundam em vida

Quero, utopias oníricas, planos esboçados, projetos em andamento, e objetivos complementados, sonhar, projetar e arquitetar nos catapulta para um porvir melhor

Quero, sorrisos pueris, sapiência senil, inconsequência juvenil, e discernimento paternal, as diversas fases humanas refletem desenvolvimento e estados distintos de evolução e vivência.

Quero, uma vida sem sobressaltos, um futuro promissor, um aqui e agora consciente, e uma caminhada incólume e constante, viver consiste em uma experiência existencial das mais complexas e inevitáveis, onde o passado é irretornável, o presente, efêmero, e o futuro, improvável.

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de Paulo Cheng. Dom. 28/05/17
Com Afeto e Desprezo

Os relacionamentos interpessoais transitam pelos antagonismos, beiram as ambiguidades, e passeiam pelos binômios, rir e chorar, amar e odiar, abraçar e repelir fazem parte do cotidiano nas amizades e relacionamentos em geral. Os altos e baixos conseguem ditar a tônica e imprimir a qualidade na foma de como nos relacionamos com os outros, a simplicidade e a complexidade se reversam para dar cor e sabor.

A própria complexidade a mente humana, aliada à flutuabilidade das emoções, fazem com que os sentimentos envolvidos nos relacionamentos sejam instáveis, agimos e nos comportamos de acordo com a circunstâncias e as emoções, e no calor da emoção, ou na frieza da lógica, tanto podemos exaltar como humilhar, aplaudir como vaiar; somos vilões e mocinhos, fomentadores e devastadores em nosso modo de agir com as pessoas, tudo depende do estado de espírito no momento, e do nível de emotividade.


A troca de sentimentos é por si só intrincada, podemos machucar a quem amamos e benquerer a quem desprezamos. Geralmente fazemos uma leitura das pessoas não condizente ao que elas realmente são, mas de acordo com os nossos conceitos e suposições que temos delas, assim, as ações delas passam pelo nosso crivo de censura ou reprovação, e que muitas vezes permeado de injustiça e parcialidade. E essa variabilidade de humor e sentimentos, em vez de ser totalmente nocivo, traz maturidade e estabilidade nos convívios, visto que, esse misto de raiva, alegria, dor, felicidade, amor, ódio, calmaria e rebelião trazem harmonia e sanidade, pois tais sentimentos são inerentes à nossa humanidade, e reprimi-los seria fugir de nossa humanidade.

Relacionar-se sempre será uma tarefa paradoxalmente fácil e complexa. Essa inconstância não é falha de personalidade ou caráter, e sim elementos de nossa personalidade e individualidade que compõe o nosso eu como um todo. O grande segredo que nos levará a relacionamentos maduros e duradouros é reconhecer que, o erro do outro pode ser um alicerce para a nossa maturidade, e as imperfeições alheiras poder-se-ão transformar em adubo para o nosso crescimento e equilíbrio.
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de Paulo Cheng. Dom. 26/05/17
Vivendo na Clandestinidade


As sociedades são heterogêneas, vivemos sob a égide das ideologias, bandeiras, correntes doutrinárias, partidarismos políticos, diversidade religiosa, e laicismo filosófico, onde cada cabeça é um mundo, cada ponto de vista, uma cosmovisão. E nesse emaranhado de caminhos e direcionamentos, já não há mais norte, e os modelos e alicerces ético-morais e comportamentais de outrora já não servem mais nos dias de hoje para orientar as pessoas, muito menos para enraizar atitudes e conceitos, o mundo já não é tão conservador como dantes.


Com o passar dos anos e décadas, e as gerações que se sucedem, as mudanças no comportamento e a quebra de tabus são inevitáveis, o que era ilícito há uns 10 ou 15 anos atrás, hoje já faz parte do comportamento coletivo; tal mudança no comportamento coletivo se dá em relação a cultura e costumes, cada geração detém um tipo de comportamento que, com o passar do tempo, vai arrefecendo e deixando de ser transmitidos para as gerações subsequentes, com isso, novos costumes e atitudes ganham espaço e tornam-se corriqueiros, assim, uma cultura de uma geração passada vai se perdendo com o tempo e dando lugar a outra.


Nos dias atuais, não sei se podemos chamar de cultura boa parte do comportamento que os jovens e adultos mantêm hoje, não é preconceito, ou reprovação moral, e até é, contudo, a cada geração que sobrevém, os limites vão sendo sobrepujados e a ousadia toma as rédeas, onde o pudor, o recato e a decência são estilhaçados e estigmatizados à redundância, tudo em nome da vanguarda e dos modismos, o importante é mudar, sempre.


Como sou de uma geração não muito distante, mas fui adolescente nos anos 80, ainda tenho cauterizado em minha personalidade alguns conceitos e comportamentos legados de meus pais, que vivenciaram sua juventude em épocas ainda mais remotas que a minha, e por ter herdado tal herança comportamental, muita coisa hoje em dia me choca e me deixa perplexo, pois os hábitos divergem em muito dos que vivenciei, alguns, assimiláveis, outros, incompatíveis e execráveis.


Hoje em dia, tais comportamentos não coadunam com o estilo de vida no qual fui condicionado, atualmente, alguns valores atemporais foram suprimidos por comportamentos detestáveis. Nos dias atuais o respeito aos mais velhos, apregoamento da liberação de drogas ilícitas, a preconização de ideologia de gênero nas escolas, a relativização do casamento e da união heterossexual, a precocidade dos adolescentes e sua consequente inserção cada vez mais cedo no mundo do sexo e das drogas, dentre outros comportamentos, são normais e disseminados de forma explícita. Hoje as pessoas são mais susceptíveis, não suportam mais brincadeiras, e tudo descamba para o bullying; os homens estão deixando de exercer o seu papel homem alfa, de protetor da mulher e caçador por medo de ser tachado de machista ou ser vinculado a um comportamento patriarcal e medieval; também estamos ficando mais acovardados onde, em nome de uma conduta “politicamente correta”, deixamos de nos posicionar em temas polêmicos, por temermos ser rotulados como “intransigentes”, “xenófobos”, “intolerantes”, “homofóbicos”, e outros termos afins, pensar se tornou perigoso, e os limites e comportamentos se tornaram relativizados, onde o mal já não é tão mal assim, e o bem é só uma questão de ponto de vista.


Viver nos dias de hoje não é tarefa das mais fáceis, o mundo mudou, as pessoas mudaram, e os comportamentos são voláteis e relativos, ou adotamos os hábitos damaioria como forma de ser politicamente correto, ou nadamos contra a correnteza e nos sentimos um peixe fora d’água, tentando sobreviver à fórceps nesse admirável mundo novo.
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de Paulo Cheng. Dom. 07/05/17
A Irrelevância da Relevância


Já vaticinara o dito popular: “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, é uma máxima datada, conhecida, porém que carrega em seu bojo um profundo ensinamento implícito, onde podemos traduzir tal analogia com a mentalidade e disposição das sociedades de hoje, sim, em sociedades cegas pela insensatez e demência, quem tem um olho se torna rei.


Até onde vale à pena ser relevante em uma sociedade estupidificada pela superficialidade? Vale à pena se levantar como bastião da justiça em meio a uma sociedade injusta? É relevante se levantar como profeta da última hora e, com voz altissonante, ressoar a verdade numa sociedade no qual está conscientemente imergida no erro e na devassidão? Até onde vale à pena nadar contra a correnteza, caminhar na contramão, e tentar, a fórceps, abrir aos ouvidos de pessoas surdas pela insipiência e imbecilidade?

Vivemos em um mundo onde os valores estão deturpados, em que a ética e a moral viraram peças obsoletas em desuso, no qual a relativização das coisas dita as regras de comportamento, e onde o certo é errado, e o errado é certo. Termos como “politicamente correto” têm estupidificado sociedades, onde as pessoas são tolhidas de se expressarem, de se posicionarem contra qualquer coisa, por medo de serem taxadas inflexíveis, intolerantes e fomentadoras de ódio. Se posicionar contra o que quer que seja hoje em dia é tido como “politicamente incorreto”, mesmo que estejamos certos, mas para não ferir susceptibilidades, temos que aceitar tudo, mas absolutamente tudo, pois os novos valores que norteiam as sociedades privam as pessoas de se antagonizarem, ou você caminha na mesma direção da massa ignara, ou você é um rebelde e infrator, que merece ser estigmatizado à redundância.

O pensar hoje é proibido, e quando se é feito, rechaçado, hoje as pessoas estão anestesiadas, vivendo de forma superficial, sem comprometimento com causas nobres, sem sentimento de revolta frente aos casos de corrupção por parte dos políticos, e as prioridades são as mais banais possíveis, onde a TV, baladas, consumismo, farras, orgias, carnaval, redes sociais são o que absorve e cativa as pessoas. Vivemos um momento ímpar em nossa sociedade, onde os políticos num todo estão dilapidando a nossa nação, destruindo tudo e saqueando todos os nossos recursos, porém a grande massa ignara está mais preocupada com os paredões do BBB, em acompanhar as novelas globais, em compartilhar correntes e emotions no Facebook, em postar selfies no Instagram, em anelar pelo próximo feriadão, ou fazendo planos para o próximo carnaval, e enquanto isso, a nação está desmoronando ante os nossos olhos, com lei em cima de lei sendo aprovada para nos escravizar mais e mais, e os poucos que ainda mantêm a lucidez e tentam ser relevantes, trazendo a verdade á tona, são ridicularizados, onde se passam por loucos, tal qual os profetas do Antigo Testamento quando iam anunciar algum juízo divino, e as pessoas caçoavam deles, mesmo na iminência da desgraça.

Sim, nos dias de hoje, ser relevante não passa de pura irrelevância, onde quem ainda preserva um pouco de lucidez e uma visão aguçada ante o mar de podridão e obscuridade no qual a sociedade está imergida, é tratado como insano. Sim, em terra de cego, quem tem ao menos uma visão turva das coisas, é rei, numa majestade que jamais será alcançada por aqueles que o circunda.


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de Paulo Cheng. Dom. 16/04/17
Somos Ricos




Somos ricos, quando nos deparamos com um por do sol, momento mágico, onde a transição do dia para a noite revela um espetáculo sui generis, digno de um Ser Celestial que ama o belo.

Somos ricos, quando oferecemos o nosso ombro para que os abatidos e decepcionados repousem suas cabeças e chorem, numa cumplicidade de afeto e ternura que cura as feridas mais intrínsecas de nossa alma.

Somos ricos, quando contemplamos as crianças em seu estado natural, cada riso, cada ação espontânea e cada gesto pueril denunciam que a pureza e inocência ainda estão incólumes e se preservam em cada brilho no olhar desses seres inocentes.

Somos ricos, quando degustamos um café da manhã simples, quando nos deliciamos com um almoço bem caseiro, e nos refastelamos com uma janta bem saborosa, é privilégio nos alimentarmos de forma regular e cotidiana, no qual tal privilégio infelizmente é tolhido para bilhões de pessoas mundo afora.

Somos ricos, quando nos deliciamos com uma boa música, quando nos transportamos nas entrelinhas da literatura, quando estupefatos nos assombramos com a beleza de um quadro, a arte é um bálsamo que acalenta a nossa alma, que dessedenta a nossa sede do belo, e alimenta a nossa fome do sublime.

Somos ricos, quando amealhamos amigos, onde compartilhamos os nossos sentimentos, distribuímos afetos, partilhamos lágrimas, verdadeiros amigos são tesouros de inestimável valor, sobrepuja ao ouro, e suplanta as joias.

Somos ricos, nos indignamos com as injustiças, quando altissonantes, denunciamos o erro, e rechaçamos as discrepâncias, anelar pelo probo, e clamar pelo equitativo nos faz enxergar que somos todos iguais, e merecemos um tratamento igualitário.


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de Paulo Cheng. Dom. 09/04/17

Viver é...

Viver é, sonhar com dias melhores, anelar por um porvir menos amargoso, suspirar por um futuro acalentador, mesmo em meio ao caos, e vivenciando um tormento terreno, a esperança é que nos move acalentando sonhos e quimeras.

Viver é, suportar as vicissitudes, absorver dores e frustrações, vivenciar decepções e desencantos, as desilusões fazem parte de nossa rotina, e o descontentamento se faz presente em nosso cotidiano, a dor e a tristeza solidificam a nossa maturidade, nos faz crescer fortes e conscientes.

Viver é, se doar intensamente, viver inconsequentemente, experimentar situações e momentos no qual os limites são rompidos, onde o ortodoxo é sobrepujado, onde as emoções são catapultadas para a estratosfera, é ter experiências surreais.

Viver é, respirar arte, absorver cultura, exalar o belo, é apreciar o que há de mais melífluo na natureza, assim como no que fazemos, é saborear um bom livro, é se deliciar admirando fotografias, é degustar bons filmes, é se refastelar ao som de uma boa música, é admirar as artes cênicas, é fruir de suntuosas poesias.

Viver é, ter consciência de que o bem e o mal coabitam, coexistem e convivem harmoniosamente, num antagonismo uno, visceral e inseparável, é ter ciência de que o choro pode preceder o riso, e a alegria pode ser abruptamente interrompida por uma lágrima, e se conscientizar de que, o céu e o inferno se completam em nosso cotidiano.

Viver é, respirar incertezas, sorver interrogações, submergir num mar de indagações, é nunca sabermos o que nos espera na próxima esquina, é planejar e ver tais projetos aniquilados pelas inevitabilidades da vida, é se inteirar de que, a fina fatia de tempo cognominada vida é uma caixa de surpresas, onde o amanhã é obscuro, e o porvir, um enigma.

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de Paulo Cheng. Dom. 02/03/17

Quero



Quero amizades sinceras, que compartilhem as minhas lágrimas, que dividam os meus sorrisos, que ande de mãos dadas comigo pelos escaldantes desertos existenciais, e que sejam incisivas na hora de dizer um não

Quero a música como uma necessidade vital, onde canções nostálgicas me remetam a momentos felizes, onde as melodias enternecedoras sejam meu consolo na hora da tristeza, e nos momentos de arroubos de comprazimento, ela esteja lá, emitindo notas altissonantes de puro prazer e deleite.

Quero o sentimento de justiça opulente, onde a luta e os embates sejam motivados por tal sentimento, onde a ética e a moral gravitem em torno dela, e onde a busca pela equidade seja um desdobramento de tal inspiração.

Quero o deleite da literatura, no gozo incomensurável da erudição das palavras, dos mundos e culturas nos quais nos transportamos através das letras, e no regojizo inefável das poesias e poemas.

Quero a ternura do romantismo, das palavras adocicadas de ternura, das carícias pueris e singelas, dos beijos lúgubres de pura paixão, de toques sensíveis e saturados de tesão, de abraços apertados e calientes, e flertes púberes e sinceros.

Quero a quimera dos sonhos, de nutrir fantasias e desvarios, de anelar por sonhos e projetos inexistentes, de fomentar devaneios e imaginações, de sonhar por dias melhores.

Quero o anseio da esperança, de acreditar que a humanidade ainda seja um projeto viável, de acalentar a expectativa de que o ser humano possa suplantar o mal com o bem, de nutrir a crença de que o amor aniquila o veneno do ódio, e que alegria sempre triunfará no final.


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de Paulo Cheng. Dom. 26/03/17
Quero

Quero, abraços mais apertados, e risos mais largos
Quero, manhãs ensolaradas, e noites soturnas
Quero, saciar a fome de sexo, dessedentar a sede do romantismo
Quero, filmes nostálgicos, e canções vanguardistas
Quero, melodias adocicadas, e solos de guitarra ácidos
Quero, gozar o hoje, e suspirar pelo amanhã
Quero, tênis surrados, e almas renovadas
Quero, vinho gelado, e café abrasador
Quero, cópula selvagem, e chamego melífluo
Quero, amizades hodiernas, e convívios pretéritos
Quero, corridas céleres, e passeios morosos
Quero, sentimentos profundos, e lágrimas exteriores
Quero, uma escrita refinada, e um linguajar rude
Quero, músicas saudosistas, e audições contemporâneas
Quero, um viver voraz, e um perecer memorável
Quero, um amor fomentador, e uma animosidade castrense



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de Paulo Cheng. Dom. 19/03/17

O Fim do Começo: (Goodbeye Chuck Berry)


A vida é um ciclo infindável e inexorável de começo, meio e fim, onde tudo é efêmero, nada subsiste de forma permanente e eterna. E nessa fugacidade, haverá momentos no qual iremos nos despedir de determinadas coisas e pessoas, no qual o novo tomará o lugar do velho, e segue-se a vida, onde o novo nasce, vive, envelhece, morre, e novamente o novo ressurge, dando continuidade, pois, o show não pode parar.

18 de Março de 2017 marca uma lenda, não só do rock and roll, mas da música ocidental e contemporânea que se despediu desta dimensão terrena, o monstro sagrado da guitarra Chuck Berry, e mesmo já tendo seus bem vividos 90 anos, causou comoção no meio musical, deixando uma lacuna imensa no qual jamais será preenchida.

Chuck Berry foi um dos primórdios do chamado movimento do rock and roll dos anos 50, contexto no qual surgiu verdadeiros ícones como Elvis Presley, Little Richards, Gene Vincent, Buddy Holly, Eddie Cochran, dentre outros rockers, e sua música causou influência direta no início da carreira dos Beatles, Rolling Stones, e várias bandas dos anos 60, assim como artistas de décadas subsequentes, firmando-se como uma das maiores influências de todos os tempos e ditando escola como um dos maiores guitarristas de todos os tempos.

A geração de Chuck Berry foi a precursora de um ritmo que logo ganhou o mundo e que gerou as maiores bandas de todos os tempos, e tal geração de rockers foram ficando pelo caminho, e Chuck foi um dos remanescentes desta geração, quase todos já tinham deixado este plano, e mesmo sem gravar algo novo durantes décadas, ainda permanecia como uma lenda viva e um mito que ainda resistia ao tempo, tocando aqui e ali, não obstante, tudo tem o seu devido tempo, e o velho guitarrista e rocker, finalmente nos deixou, deixando uma lacuna que jamais será preenchida.

Chuck se foi, o seu legado permanecerá entre nós como um tesouro e uma biblioteca a ser pesquisada, estudada e curtida; sua música foi e será sempre atemporal, pulsante, vibrante, inconsequente e rebelde, assim como deve ser o bom e velho rock and roll. Long live to Chuck Berry.


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de Paulo Cheng. Dom. 12/02/17
A Arte de Viver 

A arte de viver requer ousadia, intrepidez, destemor, onde a gana de lutar e desbravar a vida faz dela algo saboroso, deleitoso. Os que ousam conseguem adentrar em um nível mais sublime, onde determinadas conquistas existenciais requerem arrojo. 

A arte de viver requer sensibilidade, melindre, vulnerabilidade, se faz necessário termos um quê de susceptibilidade para visualizarmos o lado melífluo da vida, onde os sensíveis de alma e coração interagem melhor com o amor, o afeto e a afabilidade. A arte de viver requer prudência, ponderação e sensatez, atitudes estúpidas conspiram para desdobramentos nefastos, a vida está repleta de ardis e ciladas, e aqueles com maturidade e discernimento conseguem driblar situações nocivas e igualmente desastrosas. 

A arte de viver requer erudição, conhecimento, sapiência, o saber é fomentado pelo estudo e experiências empíricas, os que amam os livros, a literatura, e demais formas de instrução, conseguem expandir suas potencialidades intelectuais, tornando-se amantes do aprendizado. A arte da vida requer inconsequência, frivolidade, arroubo, há momentos no qual urge largarmos as amarras do politicamente correto e do legalismo para imergirmos em experiências irresponsáveis e imprudentes, provando coisas no qual somente os desatinados conseguem degustar. A arte de viver requer espiritualidade, fé, transcendência, crer é um ato personalíssimo e inconteste, acreditar em um ser superior é um atributo inato do ser humano, onde, o vácuo existente dentro de nós no que tange à crença é algo legado pelo nosso Criador, no qual, somente Ele poderá suprir, para quem crer nisso, óbvio. 

A arte de viver requer sorriso, espontaneidade, alegria, viver tem seus altos e baixos, dias ensolarados e cinzentos, contudo, a alegria inata pela vida deve ser cultivada em todo o seu esplendor, é o dom maior nos legado pelo seu Criador, onde, cada célula dentro de nós clama com voz altissonante pela vida, num apego desmedido e incomensurável pela arte de viver, a arte de viver requer, acima de tudo: simplesmente viver.
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de Paulo Cheng. Dom. 26/03/17
Que Mané Altruísmo, Hoje é Samba!

O clima de dezembro é agradável, há uma atmosfera de confraternizações e reencontros que pairam no ar, formaturas nas faculdades, fim de semestre nas escolas e universidades, mês de compras e as lojas e comércios ficam empilhadas de pessoas gastando o 13º, enfim, realmente é um mês conturbado, e devido a esse clima efusivo, provavelmente nos tornamos nesse período um pouco mais “humanos”, e atributos nobres como benevolência, amor, piedade nos invade, nos tornando mais humanizados. 

Bem, uma coisa que tenho notado é que pessoas durante o ano todo agem de forma enrijecida, sem esboçar ações altruístas e benevolentes, se transformam com a chegada do Natal, e essa onda anestesia a todos de forma coletiva, nada contra, é maravilhoso agirmos disseminando o bem, contudo, infelizmente, algumas pessoas só são movidas a agirem de forma nobre quando o clima natalino as contagia, e não deveria ser assim, creio que, todos os dias do ano seria um momento ideal para fazermos o bem ao próximo, independente de estarmos num momento festivo ou natalino, pois as vicissitudes das pessoas não são sazonais, mas diárias e pertinentes. 

Seria maravilhoso que esse clima natalino perdurasse durante todos os meses do ano, e que as pessoas entendessem que, fazer o bem não deveria ser algo pontual, ou que estivesse atrelado a épocas ou momentos festivos, mas que fosse algo intrínseco, agregado aos nossos valores e que transbordassem em nossas ações cotidianas.

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de Paulo Cheng. Dom. 19/02/17

Século 21: A Era da Viadagem Coletiva


“bom dia cara de gia”; “seu otário, otário é vitamina, pego tu e tuas primas”; “cabeça de mamãe sofreu”; “ei chiclete de baleia”; “ei seu burro, burro é rolimã, pego tu e tua irmã”, ah como era bom os velhos tempos, tempos de criança, onde as brincadeiras corriam solta, com uma inocência leve, com pitadas de picardia e uma malícia gostosa, sem essa frescura moderna de politicamente correto e sem configurar o tal do bullying, onde podíamos apelidar os nossos amigos com os apelidos mais engraçados e criativos, onde as brincadeiras em rodas de amigos não geravam traumas psicológicos, e sim risos largos e soltos, bons tempos, os tempos de criança.



Infelizmente vivemos numa época onde as crianças e jovens perderam a liberdade de brincarem de forma descontraída e sadia, onde o tal do politicamente correto se interpôs de forma a cercear a liberdade, e onde o tal do bullying não permite mais uma gozação, uma piada ou um apelido engraçado, sob pena de estarmos causando “dano moral e trauma psicológico”, sim, o que era outrora um momento de gozação e risadaria passou a ser um ato criminoso e rechaçado por boa parte da sociedade, tudo em nome do tal politicamente correto. Que tempos são esses? Onde está o espírito brincalhão e piadista no qual dispensamos aos nossos amigos? Que geração é esta tão susceptível no qual não suporta uma brincadeira ou um apelido, e onde qualquer tom de brincadeira ou piada feri susceptibilidade e é passível de processo por dano moral?


Sim, como está descrito no título deste texto, estamos vivendo uma era de viadagem coletiva, e quando digo “viadagem”, em tom pejorativo mesmo, não me refiro a homossexualidade ou algo do tipo, não tem nada a ver com isso, mas sim de um comportamento cheio de frescura e susceptível, cheio de não me toques. Uma geração tão sensível e mimada que não suporta nenhum tipo de gozação ou piada, e cá pra nós, uma geração totalmente despreparada para encarar o mundão lá fora, gente que saiu das barras das saias de suas mães ainda tomando mamadeiras, e mimados, onde encaram o mundão como se fossem as extensões de suas casas, onde querem que o universo todo gravite em torno deles, e que não querem ser contrariados em nada, ou seja, uma geração aviadada.

Infelizmente os tempos hoje estão estranhos, jovens birrentos, crianças mimadas, adolescentes mimizentos, e uma geração de idiotas úteis, levados como folha pelo vento, onde não não conseguem se impor ou ter opinião própria, justamente por não terem vivido uma infância bem resolvida e com um pouco de malícia sadia, por isso toda essa atmosfera de susceptibilidade efeminada, e onde tudo é bullying ou trauma psicológico, caramba, que geração chata pra cacete e entediante, e dou graças a Deus por não ter vivido minha infância e adolescência nos tempos de hoje, pois, no meu tempo de moleque sabíamos sim nos divertir, fazer gozação e vivenciar uma malícia de rua no qual forjou o meu caráter e hoje não sou sensível ou cheio de frescura, sim, e sinto pena dessa geração cheia de mimimi e chata, uma geração transviada e que vivencia uma viadagem coletiva.



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de Paulo Cheng. Dom. 12/02/17
Carnaval: Alegria e Tristeza Ditam as Regras

“tanto riso, oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão...” Bem, nem tudo é alegria nos dias de folia na festa do Rei Momo, apesar de todo o colorido, das músicas agitadas e das fantasias aberrantes, o saldo do carnaval é algo amargo, indigesto e real.

Tecer comentários sobre o carnaval é algo antagônico, ou se exalta a festança exacerbada que explode Brasil inteiro ou se ressalta um lado que muitos enxergam, mas tentam ignorar. O carnaval é uma festa popular, que já faz parte do calendário de feriados em nossa nação, e que baita de feriado, feriadão, afinal de contas, oficialmente, a nação brasileira simplesmente para durante quatro dias e meio (tem ainda a quarta-feira de cinzas, lembram?) para dar passagem à folia de momo, e a palavra de ordem é: liberar geral!

Do Oiapoque ao Chuí, o povo brasileiro, ou a grande maioria dele, se entrega de corpo e alma às festividades carnavalescas, seja no maior bloco do mundo que é o Galo da Madrugada que arrebanha mais de um milhão de pessoas no centro do Recife, seja subindo as ladeiras de Olinda atrás das troças de frevo ou dos bonecos gigantes, seja no suingue do axé nos trios elétricos na Bahia, seja em sambódromos como em São Paulo e Rio para prestigiar as agremiações de samba, seja em polos armados nas capitais onde desfilam artistas dos mais diferenciados ritmos e segmentos se apresentam, seja em clubes revivendo marchinhas antigas, ou simplesmente nos bairros e ruas de nossas cidades nas brincadeiras simplórias de molha molha, mela mela, enfim, as alternativas são infindas, tem folia para todo mundo, ninguém fica de fora, pois o carnaval é uma festa democrática.

Mas afinal, será que durante esses dias no qual a nação está entregue ao rei Momo, só é alegria e diversão? Bem, não é bem assim, para que o Brasil pare a sua economia e demais áreas para propiciar um feriadão de folia para o povão, há um preço pago que é alto, altíssimo, e a conta é amarga, porém, esse lado nefasto não é muitas vezes explicitado na mídia, pois é assombroso. Comecemos pela segurança, lógico que, em todo evento aberto há violência, no entanto, no carnaval, os índices de assaltos, estupros, homicídios, arrombamentos de residências, brigas e afins atingem picos altíssimos. Os hospitais superlotam com pessoas feridas, passando mal devido a overdoses de bebidas e drogas, e depois que o feriadão é findado, continua o fluxo de pessoas acometidas por doenças e vírus adquiridos no evento.

A depredação a prédios públicos e privados também fazem parte da festança, alguns foliões, ensandecidos, bêbados e drogados saem a esmo destruindo tudo o que veem pela frente, e os prejuízos muitas vezes nem conseguem ser contabilizados. A sujeira e a imundícia toma conta dos grandes e pequenos centros e o acúmulo de lixo que é produzido neste período é absurdo, e cidades onde essa festa é tradição como Recife, Olinda, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo viram verdadeiros lixões a céu aberto.

O carnaval é uma festa que, ao contrario do que muitos pensam, vem também para desestruturar vidas e famílias Brasil afora. Neste período, traições e adultérios são consumados de forma banal e em números absurdos, os níveis de alcoolismo e consumo de drogas vão à estratosfera, os vírus e doenças venéreas se alastram absurdamente, as rusgas e desavenças nos lares desestruturam os relacionamentos, namoros, noivados e casamentos são desfeitos, as delegacias não cessam de receber vítimas de furtos e roubos, turistas estrangeiros desembarcam em nosso país somente com o intuito de endossar o ‘turismo sexual’, o trânsito é mudado e desviado drasticamente causando transtornos na trajetória de milhares de pessoas que precisam trabalhar ou chegar ou sair de suas casas, isso sem contar os exacerbados gastos públicos onde milhões e milhões de reais são retirados do erário para ser injetado no carnaval, seja para montar estruturas e decoração atípica, ou também para pagar cachês milionários a artistas que, por uma hora de show conseguem arrematar a bagatela de 200, 300 mil reais, ou mais, dependendo do artista, dinheiro esse que poderia muito bem ser investido no sucateado sistema de saúde ou na educação. Esta conta é alta, e quem patrocina é o folião que, se diverte durante os quatro dias de festa, e caso precise de algum atendimento médico devido a algum acidente causado durante a festa, irá amargar o péssimo atendimento do SUS, que poderia ter uma estrutura muito melhor caso todo esse derrame de dinheiro público fosse canalizado para o melhoramento de sua estrutura.

Bem, eu poderia escrever parágrafos a fio sobre esse lado nefasto do carnaval, mas ai você pode me indagar: “mas Cheng, deixa de ser pessimista e extremista, muita gente boa sai de casa, brinca o carnaval e volta numa boa, afinal de contas, é um feriado merecido e uma festa que está arraigada na cultura brasileira”, beleza, lógico que muita gente brinca numa boa, sem violência, e que, sem dúvida, esse feriadão serve para revigorar as forças de boa parte da população brasileira, mas para que isso aconteça, há uma conta muito alta a ser paga por isso, e muita dor, sofrimento e pranto precisa coexistir para que o carnaval alegre a população, e quando a quarta-feira ingrata chegar, e na quinta-feira recomeçarmos a nossa rotina, esses quatro dias onde serviu de válvula de escape para fugirmos de nossas (muitas vezes) tristes realidades se dissipará e, em muitos casos, a triste realidade só irá se acentuar devido a algum assalto sofrido, um vírus ou doença adquirida, uma separação ou adultério consumado ou qualquer outro infortúnio causado nos dias de folia, mas isso não importa, o que vale mesmo é a alegria, a animação e tudo isso faz parte, afinal de contas, como diz o adágio popular: “nós sofre, mas nós goza”.



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de Paulo Cheng. Dom. 22/01/17
No Limiar Entre a Vida e a Morte



Dia 15 de Janeiro de 2017, por volta das 18:30, no trajeto para o trabalho, parei em um posto de gasolina, o mesmo no qual abasteço já há alguns anos, e enquanto estava ao lado da bomba, fui surpreendido com uma arma na cabeça, era um assalto, por sorte, e também proteção divina, não sofri um mal pior, e só levaram o meu celular, depois um misto de raiva e alívio me sobreveio, e depois do ocorrido, inúmeros pensamentos inundaram minha mente.



Passar por uma situação dessas não é brincadeira, pois diante da tensão, não sabemos como será o desfecho, pois, como cotidianamente estamos a ver nos noticiários, pessoas que sofrem assaltos, mesmo sem reagir, morrem de graça, pelo puro e simples prazer doentio que há em alguns bandidos, é o deleite em fomentar o mal, em ver vidas sendo ceifadas, e tudo isso por causa de um bem material insignificante, ou por vezes, por pura maldade.



As nossas vidas transcorrem sempre dentro de um limiar tênue, viver e morrer é uma questão de detalhes, não sabemos quando aquela senhora indesejada, vestida de preto e com uma foice na mão baterá a nossa porta e, sem ser convidada, adentrará abruptamente, sentando-se em nossa sala de estar. Hoje acordamos bem e com um sorriso nos lábios, e seguimos para a nossa rotina, contudo, não sabemos o que o acaso nos reservará, se voltaremos para os nossos lares sãos ou adentraremos em um plano além do terreno, onde a ação natural mais antinatural que existe, que é a morte, virá de encontro a nós, num encontro jamais anelado por qualquer um.



Diante de tal fato, urge redimensionarmos as prioridades de nossas vidas, pois os planos, projetos e anelos, muitas vezes não passarão de esboços que mal se iniciarão, ou serão interrompidos á fórceps. A fina fatia existencial denominada vida é fugaz, e nesse hiato, não são as conquistas e vitórias que farão a diferença, e sim a forma e disposição no qual encaramos a vida que será relevante. Trabalhar, planejar, amealhar, e se esforçar para se ter uma vida melhor, labutando diariamente pela subsistência é importante e necessário, contudo, não devemos investir todos os nossos esforços somente nisso, o que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma? 



Já vaticinara a palavra de Jesus na Bíblia, então há coisas no qual devemos sim mergulhar de cabeça, que é fomentar a arte da contemplação pelo belo, praticar esportes, apreciar boa música, passear descompromissadamente pela beira da praia, viajar, fotografar, aprender a tocar um instrumento, ler inúmeros livros, assistir vários filmes, passar horas vendo as ondas do mar e meditando, enfim, fazer coisas que, à princípio seriam insignificante para alguns, mas que no fundo, resgata a nossa humanidade e nos dá qualidade de vida, essas são as coisas que nos elevam a um patamar de sublimidade e humanização pois, a vida é efêmera, e talvez não haja tempo mais para isso, pois, quanto tempo ainda nos resta? Vivamos, em plenitude e intensidade, como se não houvesse amanha, vivamos.

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de Paulo Cheng. Dom. 15/01/17
Meu Niver, o Tempo Forjando Um Novo Homem

Uma das ações mais contundentes do tempo é que ele freia em nós alguns ímpetos, a juventude é caracterizada pela impetuosidade, inconsequência e arroubos, porém, na medida em que o tempo passa, tais atributos começam a arrefecer e perdem o seu rompante inicial. 

Hoje, depois de algumas décadas de vida, já não anelo os primeiros lugares, a corrida frenética pelo pódio já não me encanta, quero sim é terminar o trajeto, mesmo que seja em último lugar. Hoje já não me encanta debates acirrados e discussões sobre ideologias, a verdade muitas vezes não consegue penetrar em convicções pétreas alheias, então me calo e guardo comigo o que, a duras penas aprendi, cada um que pague o seu preço para desvendar a verdade, se conseguir.


O tempo me fez ver com clareza que, hoje tanto agrado a uns, como desagrado a outros, e não pretendo vender uma imagem de cara legal e perfeito, sou imperfeito e inacessível em algumas áreas, contudo, procuro ser verdadeiro. Já me dá aoluxo de não cobrar das pessoas o que quer que seja, apenas quero que sejam verdadeiras para comigo, e o que tenho a lhes oferecer não passa de um misto de bondade com pitadas de imperfeição.

No dia de hoje, onde completo 45 anos de vida, o medo pelo futuro continua a me assolar, hoje já não almejo um status social, um excelente emprego ou bens materiais, apenas que eu goze de saúde para suportar os anos que ainda me restam ao lado de pessoas agradáveis, sejam familiares ou amigos, e que o Senhor continue me iluminando em um mundo que jaz em trevas e ignorância, e a vida continua...

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de Paulo Cheng. Dom. 18/12/16
A Esperança em Um Mundo de Incertezas

O fim do ano chegou, e com ele renovam-se as esperanças, no qual o espírito natalino se encarrega de fomentar, é tempo de confraternizações, de presentes, férias e comemorações. As esperanças sempre se retroalimentam na passagem de um ano para o outro, contudo, a dura realidade cuida de esbofetear as nossas faces e fincar os nossos pés nos áridos solos da realidade existencial, e o que fazer? Deixar de sonhar? Desistir de tudo? Ou continuar a sonhar?

Dentro de cada ser humano há uma voz que clama pela paz, sim, mesmo que a nossa alma esteja maculada por desejos vis, ainda sim a paz é um alvo no qual desejamos acertar. Somos antíteses de nossos próprios sentimentos, antagonismos de nossos estados de espírito, um dualismo de ânimos em estados de profusão, a mesma mão que acaricia é a mesma que apunhala, a mesma boca que beija lubricamente é a mesma que pragueja de forma insolente, amor e ódio, alegria e tristeza, zelo e apatia convivem, coabitam e coexistem de forma harmônica em cada um de nós. E nessa dualidade de sentimentos, a paz e a guerra travam um embate interminável no âmago de nosso ser.

Mesmo com todas as catástrofes, guerras mundiais, genocídios, guerras civis, regimes comunistas totalitários, e demais mazelas que assolam o mundo com frequência, o ser humano, mesmo sendo protagonista de todos esses infortúnios, ainda sim nutre um desejo por dias melhores, fomenta a esperança de que o porvir será menos conflituoso, e abraça o anelo de um porvir melhor. E a cada fim de ano, movidos por um clima natalino e festivo, a humanidade fica mais susceptível a sentimentos que exalam paz e cordialidade.

Mas será que nutrir esperanças é suficiente para que tenhamos dias melhores? Fomentar sentimentos sublimes nos trará um porvir menos doloroso? Por mais esperançosos que sejamos, a inclemente realidade nos traz à consciência de que o mundo é mal, e a humanidade é sórdida. Sabemos em nosso íntimo que a humanidade se encaminha a passos largos para a autodestruição, sabemos que as gerras ainda assolarão nações, a fome e a inanição definhará a milhões, e que a violência açoitará vidas inocentes. E mesmo diante de tal veracidade, como crianças, acalentamos de forma pueril sentimentos esperançosos de que dias melhores virão, mesmo imergidos em um mundo de incertezas e temores, ainda sim a esperança teima em arder em nossos corações desejando um mundo formidável, ou no mínimo menos atroz.
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de Paulo Cheng. Dom. 11/12/16
Papai Noel e  o Altruísmo Natalino


Dezembro é um mês atípico, envolto num clima especial, fim de ano, é onde fazemos um balanço do ano que esta se findando, e nos preparando para o ano vindouro, no qual renovamos os velhos projetos, e arquitetamos os novos; mês onde se comemora o nascimento de Cristo, e um clima cristão de benevolência e amor ao próximo nos contagia de forma abrupta, e a palavra de ordem é: fazer o bem.



O clima de dezembro é agradável, há uma atmosfera de confraternizações e reencontros que pairam no ar, formaturas nas faculdades, fim de semestre nas escolas e universidades, mês de compras e as lojas e comércios ficam empilhadas de pessoas gastando o 13º, enfim, realmente é um mês conturbado, e devido a esse clima efusivo, provavelmente nos tornamos nesse período um pouco mais “humanos”, e atributos nobres como benevolência, amor, piedade nos invade, nos tornando mais humanizados.



Bem, uma coisa que tenho notado a cada fim de ano é que pessoas que, durante o ano todo agem de forma enrijecida, sem esboçar ações altruístas e benevolentes, se transformam com a chegada do Natal, e essa onda anestesia a todos de forma coletiva, nada contra, é maravilhoso agirmos disseminando o bem, contudo, infelizmente, algumas pessoas só são movidas a agirem de forma nobre quando o clima natalino as contagia, e não deveria ser assim, creio que, todos os dias do ano seria um momento ideal para fazermos o bem ao próximo, independente de estarmos num momento festivo ou natalino, pois as vicissitudes das pessoas não são sazonais, mas diárias e pertinentes.



Seria maravilhoso que esse clima natalino perdurasse durante todos os meses do ano, e que as pessoas entendessem que, fazer o bem não deveria ser algo pontual, ou que estivesse atrelado a épocas ou momentos festivos, mas que fosse algo intrínseco, agregado aos nossos valores e que transbordassem em nossas ações cotidianas, assim, quando chegássemos ao Natal, seria algo mais natural, e não forçado ou influenciado pela onda altruísta propagada pelo clima natalino.

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de Paulo Cheng. Dom. 27/11/16

A Senda Para a Vitória 

(perdendo a alma)


Vivemos em tempos distintos, a globalização, o advento da internet, as redes sociais, e urge a necessidade das gerações se adaptarem aos novos tempos, seja em quais áreas forem. Nos dias atuais, a competição por um lugar ao sol é acirrada, exige-se que cada um dê o máximo de si, e se esse máximo não for o suficiente, ele será suplantado pelo seu par, é cada um por si, e Deus por todos, como diria certo adágio popular.



Desde os tempos mais primitivos nas sociedades, o homem tem a necessidade de se sobressair de forma altaneira sobre os seus pares para que ganhe notoriedade, espaço, e consiga com isso alçar um lugar melhor e de prestígio em tal comunidade, e esta necessidade, que Darwin rotulou de seleção natural, no qual os mais aptos iriam sobrepujando aos menos aptos, e com isso sobreviverem, tem feito das sociedades um verdadeiro ringue, um campo de batalha onde o nosso pretenso oponente é o nosso próximo.



Lutar, se preparar, cair em campo em prol de seus objetivos, é algo saudável, e nos move a extrair o melhor de nós para que atinjamos os nossos objetivos, até aí tudo bem, mas infelizmente essa lógica tem se tornado inclemente, e alguns valores têm sido invertidos, e o que seria um embate saudável, tem se tornado um verdadeiro rinque de batalha onde levamos às últimas consequências o objetivo de nos tornarmos os melhores, mesmo que isso signifique aniquilar as pessoas por meios sórdidos e covardes.



Trair, mentir, dissimular, enganar, e toda a sorte de desvios ético-morais fazem parte das ferramentas que alguns lançam mão para atingir seus objetivos profissionais, acadêmicos, relacionais e etc. e nesse afã de subirmos ao pódio, de galgarmos degraus, e sermos 'vencedores', nos desvencilhamos de nossa humanidade e vendemos a nossa alma, nos tornando assim seres desalmados, subumanos e luciferianos.



Vencer não significa desbancar o nosso semelhante, nem jogarmos com armas desleais, mas fazermos o nosso melhor, agindo com tenacidade, honestidade e lisura. Não adianta deitarmos as nossas cabeças no travesseiro se não teremos paz, sabendo que trapaceamos e agimos perfidamente contra o nosso próximo, se fomos realmente bons no que fazemos, sempre haverá uma porta que se abrirá, e sempre o sol brilhará sob nós se a nossa índole não depõe contra nós. Por isso, não adianta sermos o number one se chegarmos lá desalmados e com as mãos maculadas com o sangue de nossos semelhantes, será uma vitória inglória.



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de Paulo Cheng. Dom. 20/11/16

Trilhando Pelos Desertos Existenciais



A curta fatia de tempo no qual denominamos vida é um período antagônico, misto, no qual vivenciamos momentos extremos, oscilando entre bons e ruins. O futuro sempre é uma incógnita, e às vezes previsível, pois, boa parte do que nos acontecerá, é resultado dos desdobramentos de ações ou omissões que cometemos hoje, então, algumas situações que nos sobrevém é consequência direta ou indireta de nossas ações de outrora.



Há pessoas que tentam negar o inevitável, as imprevisibilidades, contudo, o dia mal, em algum momento baterá em nossas portas e, sem ser convidada, adentrará em nossa sala de estar de forma abrupta e se sentará, como um convidado indesejado, e começará a fazer parte de nossas vidas. O dia mal chega para todos, brancos, negros, pardos, ricos, pobres, sábios, iletrados, para todos, indistintamente.



Por mais otimistas, esperançosos e positivos que sejamos, um dia trilharemos por algum deserto existencial, no qual a aridez e o calor dos problemas dissipará a nossa frágil sensação de bem estar, e não adianta negarmos ou tentarmos nos esconder, todos seremos alcançados. O dia mal esbofeteia a face daqueles que tentam controlar todas as variáveis do futuro, não adianta, por mais estável que esteja a nossa vida, em alguma esquina estará a espreita algo que abalará os nossos frágeis alicerces, retirando o ar confiante e altaneiro de nossas faces, transformando o riso em choro, o canto em pranto, e a alegria em tristeza.



São nos desertos que somos forjados com veemência, e nas dificuldades que o nosso autocontrole é posto à prova. São nas noites existenciais que se dissipam as futilidades que adornam as nossas vidas, e o nosso olhar encara de forma mais profunda a vida com seriedade, respeito e temor. É nas vicissitudes que passamos a valorizar o que, em tempos de bonança, desprezamos, e o nosso senso de maturidade começa a ser despertado à fórceps.



Às vezes é necessário passarmos por momentos difíceis, eles nos trazem, além de sofrimento e dor, maturidade e sapiência, contudo, algo se faz necessário ressaltar, toda noite é sucedida por um dia, e uma tempestade por um momento de bonança, e por mais turbulenta e turva seja as águas no qual estamos imersos, uma hora ela irá se tornar clara, visível e cristalina, pois, esse é o ciclo inexorável da vida, tudo tem um começo, meio e fim.


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de Paulo Cheng. Dom. 14/11/16
Garimpeiros de Vida



A vida é um dom imarcescível de Deus, algo que nos é legado de forma gratuita, espontânea, e mesmo sendo fugaz, queremos que ela se estenda ao máximo possível, e mesmo que cada um tenha suas convicções religiosas sobre o pós morte, inegavelmente somos apegados a esse plano terreno, sim, todos, sem exceção, nutrimos um apego visceral para com a vida, e ninguém deseja morrer.



Não obstante, há pessoas que não conseguem gozar do mais belo das dádivas que é a vida, e fazem de cada momento existencial um deserto árido, onde gravitam em torno de problemas, onde sintomatizam cada dificuldade como se fossem o fim, e não conseguem enxergar o belo que, que gratuita e singelamente nos circunda, como um espetáculo mágico que o Criador oferece àqueles que possuem um olhar e uma alma mais aguçada.



Para viver intensamente e em plenitude não é prerrogativa possuir bens ou ter dinheiro, para aqueles que pensam que viver bem significa sinônimo de bem estar material, incorrem em um ledo engano, a beleza da vida na maioria das vezes se camufla nas coisas singelas e gratuitas, e que nos circundam, basta tão somente termos sensibilidade e um olhar mais minucioso.



Somos garimpeiros de vida quando observamos com singeleza o mundo mágico das crianças, quando contemplamos o cair da chuva sem murmurarmos, quando admiramos de forma perplexa o arco iris furta cor, ou quando nos emocionamos com uma canção que exalte o amor entre um homem e uma mulher.



Somos garimpeiros de vida quando tratamos a pessoa amada com carinho e romantismo, quando alimentamos a um faminto e extraímos um sorriso de seus lábios, quando abraçamos com força a quem não conheçamos, transmitindo-lhe calor humano. Somos garimpeiros de vida quando priorizamos o belo e o singelo em nossas vidas, fazendo deste efêmero e antagônico momento existencial, algo que valha à pena, pois o Criador.

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de Paulo Cheng. Dom. 06/11/16

Curtindo a Vida Adoidado



Confesso, o tempo está passando rápido, de forma fugaz. Fiz e refiz as contas, e me assustei, tenho menos dias para viver do que já vivi, e se a minha vida fosse um livro, creio que estaria passando agora da metade do livro. Ok, ainda sou relativamente jovem, sou quarentão, contudo, olhando pra trás, lembro bem quando fiz 20, e depois 30 anos, mas já na casa dos 40, o temor pelo que virá começa a permear o meu imaginário.



Envelhecer é uma inexorabilidade, todos estão fadados aos efeitos do tempo, e a ação ininterrupta da ampulheta nos causa perturbação. Independente do que está reservado pra mim, decidi que me manterei jovem, pretendo rever alguns posicionamentos no qual eu tratei de forma pétrea e rígida no passado, hoje, acima de tudo, quero priorizar a humanidade acima de qualquer dogma ou convenção social. Decidi não tentar mais agradar as pessoas, nem muito menos rezar na cartilha do ‘politicamente correto’, que nos impõe alguns comportamentos sociais que tentam agradar o coletivo em detrimento da essência do que é ético e moral. 



Tentarei aguçar mais a minha alma e sensibilidade para o que é belo e que se esconde atrás do caos que me permeia. Vou prestar mais a atenção em cada por do sol, às flores que estão nos canteiros por onde eu passar, e tentarei contemplar as noites de lua cheia de forma mais romântica.



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de Paulo Cheng. Dom. 30/10/16
Vivendo e Não Agradando...

Se relacionar não é tarefa das mais fáceis. Conquistar pessoas é simples, contudo, manter esses relacionamentos requer inúmeras ferramentas, além de uma pitada de sorte, por que não? Sim, manter relacionamentos duradouros está cada vez mais difícil hoje em dia, e com o advento da internet e as redes sociais, eles estão cada vez mais voláteis, descartáveis e superficiais.

As relações humanas são por demais complicadas, e a mente humana é um poço de complexidade. Por mais que algumas pessoas tentem agradar a outras, essa empatia não é correspondida, e pergunta-se onde está o "erro"? Bem, essa tal química nos relacionamentos possui inúmeras variáveis, sejam de cunho intrínseco ou extrínseco. Podemos nutrir uma empatia ou nos aproximarmos de alguma pessoa por diversos motivos, seja por conveniência (status social, dinheiro, talentos que a pessoa possui, enfim) ou simplesmente por que nos agradamos de seu caráter, senso de humor, personalidade, e demais características que ela detém.

Agradar a todos é impossível, há pessoas que, por mais que tentem ser legais, descoladas, se doem sem esperar a contrapartida do retorno, se frustram por não terem uma aceitabilidade total, e nesse afã de tentar agradar e não serem correspondidas na mesma proporção, se frustram, caem em depressão ou desenvolvem doenças psicossomáticas, provenientes de relacionamentos mal resolvidos. Sabemos que os interesses são a grande tônica que envolvem os relacionamentos, e que, tais interesses, com o tempo arrefecem ou perdem o encanto, sim, as pessoas perdem o interesse nas outras com o passar do tempo, seja por que tal interesse já foi suprido, ou por não mais se interessar, e gradativamente elas vão se afastando uma das outras, mesmo ainda próximas.

Para aquelas pessoas que gostam de se doar intensamente nos relacionamentos, sugiro ter cautela, pois, na medida em que se doam, sempre há uma expectativa em receber algo em troca, seja na mesma proporção ou mais, o mais prudente é não esperar nada em troca, é algo impensável e exige um nível de maturidade que poucos possuem, mas, no entanto, nos livrará de sofrermos frustrações e decepções. As amizades transitam pela via da dualidade, mão e contramão, dar e receber, mas infelizmente devemos nos preparar para ocasiões onde não seremos retribuídos nos relacionamentos interpessoais, vale ressaltar que, também somos responsáveis por relacionamentos fadados ao fracasso, no momento no qual só exigimos dos outros, e não damos nada.


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de Paulo Cheng. Dom. 23/10/16
Somos Antíteses de Um Mesmo Ser

Somos homens e mulheres
Somos crianças e velhos
Somos seres pacatos, amorosos e semeadores da paz
Somos seres iracundos, perversos e violentos
Somos românticos, amantes do belo e poéticos
Somos brutos, insensíveis e ignaros
Somos beneficentes, altruístas e desprendidos
Somos gananciosos, mesquinhos e avarentos
Somos sonhadores, otimistas e confiantes
Somos negativos, céticos e pessimistas
Somos trabalhadores, diligentes e ágeis
Somos preguiçosos, indolentes e ociosos
Somos construtores, edificadores e inventores
Somos destruidores, depredadores e vândalos
Somos seres humanos dicotômicos, de ânimo dobre, ora estamos rindo, ora chorando, há dias no qual pulamos de alegria, há dias que sucumbimos á tristeza, tem momentos no qual distribuímos flores, tem momentos que espalhamos espinhos.
Somos seres humanos, complexos, antagônicos, previsíveis e incógnitos, somos um misto de bem e mal, justiça e parcialidade, amor e repulsa; transitamos entre binômios, passeamos pelas dicotomias, nos dividimos em bifurcações, e nessas dualidades inerentes e intrínsecas, somos, acima de tudo, humanos, nem bons nem ruins, apenas humanos.

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de Paulo Cheng. Dom. 09/10/16

Pensamentos Chenguianos A Esmo



A morte é o fenômeno natural mais antinatural que existe, conspira contra a vida, abrevia os anelos, encurta as aspirações, é sorrateira, senhora malvada que nos espreita e está em algum ponto do tempo e espaço a nos esperar, sim, somos voláteis, e a nossa efemeridade nos convida a sermos intensos, sorvendo cada gole da vida como se fosse eterno, fazendo de cada encontro o único, de cada abraço o mais caloroso, e de cada beijo o mais caliente, vivamos.



Os caminhos no qual enveredamos, tanto podem nos levar ao oásis como ao deserto causticante, em parte somos responsáveis e protagonistas principais pelo destino que se desenrola ante os nossos olhos, as sendas no qual trilhamos são resultado direto de nossas escolhas e índoles, e os desdobramentos são resultados direto de nossas ações comissivas e/ou omissivas.



Na complexidade da vida, nos anseios e projetos almejados, na imposição de estilo de vida impresso pelas sociedades, e ante a efemeridade da existência, o maior tesouro e riqueza que venhamos a amealhar é descobrir a correlação de viver bem e de forma simples, onde valorizamos o simplório e abraçamos o singelo, a felicidade se camufla nos eventos mais rudimentares.



A fotografia é a arte que incita os mais melífluos e aguçados sentimentos minimalistas que provêm do âmago de minh'alma, é paixão incontida, flerte cúmplice, amor arrebatador, é onde eu percebo e canalizo o mundo circundante sob o prisma das nuances, visualizando o imperceptível, extraindo beleza do caos.



Somos meros andarilhos na sinuosa caminhada da existência, incólumes ante a algumas situações, e vulneráveis perante outras adversidades; o tic tac dos ponteiros conspiram contra a vida, e a areia da ampulheta que, lentamente escorre, abrevia o ínfimo suspiro que ainda resta em nós. Sim, somos efêmeros, e os nossos anseios são fugazes, e por mais que planejemos e empreendamos esforços em prol do porvir, a areia da ampulheta se esvai, e os ponteiros do relógio sintetizam, de forma inexorável o nosso ínfimo suspiro de vida.



Diante da temporariedade da vida, algumas prioridades viram supérfluos, alguns planos, frívolos, algumas primazias, insignificantes, e que o tic tac inexorável do relógio do tempo seja minimamente remido, que os diminutos momentos sejam eternizados enquanto durem, que os abraços sejam mais apertados, os encontros sejam mais frequentes, e que os laços fraternos sejam sempre renovados.



A brevidade da vida nos convida a sermos seletivos, a sorvermos o cálice da sabedoria, a rechaçarmos a embriaguez da soberba, e a nos lambuzarmos com a doçura do altruísmo, as nossas vidas não passam de uma curta fração de tempo imersa na eternidade do tempo e espaço, somos voláteis, e a cada minuto que se passa nos aproximamos de nosso derradeiro momento, e o mais prudente a fazermos é usarmos o pouco tempo que ainda nos resta exalando amor, afeição, perdão, e compaixão para com todos, assim sendo, faremos algo relevante em nossa breve e insignificante estada nesta existência.



Que o céu permaneça sempre azul, e a constelação sempre reluzente, que a lua continue a seduzir os enamorados, e o sol brilhe sempre translúcido, que os abraços sejam mais apertados, e os sorrisos permaneçam gratuitos e espontâneos, que a música embale os nossos sentimentos, e a arte refine o cerne de nossas almas, que os relacionamentos não sejam virtuais, e os encontros permaneçam como um ode á amizade, que as nossas orações sejam sempre elevada aos Céus, e que o Filho do Homem norteie sempre as nossas veredas nessa ínfima e sinuosa existência.


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de Paulo Cheng. Dom. 25/09/16
Fadados Ao 3º Mundo



Desde pequeno ouço um dito popular no qual enfatiza que “o Brasil é o país do futuro”, e que o gigante um dia despertaria do sono e assumiria seu papel de direito ante as nações que dominam o chamado “Primeiro Mundo”. Mesmo com alguma melhoria dos anos 90 pra cá, ainda estamos longe de atingirmos um status de um país equilibrado e que funciona a contento, o tal “país do futuro” ainda está estacionado num passado medieval.



O Brasil é um país com recursos naturais invejáveis a qualquer país do mundo, também o seu clima tropical, isento de catástrofes naturais como abalos sísmicos, tufões, frio intenso, colabora para que esta terra seja bem conceituada no que tange a um lugar agradável para se viver. Não obstante, as desigualdades sociais são absurdamente gritantes, e um abismo intransponível separa uma pequena casta detentora de riquezas, de uma grande massa assalariada e com milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, vivendo de forma subumana e perambulando pelas ruas, lixões e monturos buscando sobreviver.



A nação brasileira, desde o seu surgimento, com os portugueses e sua colonização, introduzindo seus costumes e afanando as nossas riquezas, lançaram as sementes que germinaram a corrupção, a desonestidade, o jeitinho e demais atributos que conspiram contra os bons costumes. A corrupção que, como um câncer em metástase corrói a nossa nação, não é de hoje, e sim de séculos atrás, e está arraigado no DNA da nação. Mudar um país onde a desonestidade e o egoísmo estão em cada molécula de ar que respiramos é uma tarefa hercúlea, contudo digo que, mesmo tendo recursos naturais em abundância, possuindo uma moeda forte, e assumindo um patamar de país emergente e partícipe dos BRIC’s, estamos a anos luz de sermos um país de Primeiro Mundo.



Sim, não são só riquezas e uma moeda forte que faz um país alçar o status de Primeiro Mundo, e só atingiremos este patamar quando a nossa consciência mudar visceralmente; quando todos nós começarmos a respeitar os nossos velhos; quando formos civilizados no trânsito; quando considerarmos os nossos professores nossos segundos pais; quando fizermos da educação e conhecimento nosso trampolim para uma vida melhor; quando recebermos o troco a mais e a nossa consciência nos constranger a devolvermos o excedente que não é nosso; quando tratarmos as nossas crianças e idosos



com o maior respeito; quando dar o nosso assento no ônibus a um idoso ou grávida não ser considerado obrigação e sim prazer; quando a leitura e o conhecimento nos deixarmos mais criteriosos no que tange a selecionarmos os programas de TV, músicas e filmes; quando a arte se tornar nossa amiga íntima e fizermos da literatura, cinema, teatro, nossos hobbys constantes; quando o amor ao trabalho suplantar o desejo de gozarmos feriados e feriadões; quando assumirmos tal patamar de consciência intelectual, emocional, educacional e cultural, adentraremos em um outro nível, não só social, mas econômico, cultural e ético-moral, não obstante, sem querer ser pessimista, mas realista, se tais sementes começarem a ser plantadas agora, será necessário duas ou três gerações, no mínimo, para começarmos a colher os frutos, aí sim poderemos vaticinar de forma altissonante: “ o Brasil é o país do futuro.


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de Paulo Cheng. Dom. 18/09/16


Ser fotógrafo é...



Ser fotógrafo é perceber o imperceptível, é penetrar nas belezas abscônditas imersas no caos, é enxergar o invisível em suas abissais nuances



Ser fotógrafo é ter uma alma refinada, um olhar acurado, uma susceptibilidade anormal para o belo, é ser um artista visual



Ser fotógrafo é nutrir uma paixão visceral por uma arte atemporal, onde somos responsáveis por fossilizar cada instante, transformando-os em momentos de puro deleite e reminiscência para o porvir



Ser fotógrafo é ser um artista paradoxalmente valoroso e desvalorizado, onde seu olhar, sua arte, sua sensibilidade, são dons inefáveis, mas valorados por migalhas, onde quem os adquire são, por vezes, pobres de espíritos que ofendem os dons e talentos legados por Deus



Ser fotógrafo é um realizador de sonhos e fantasias, no qual cada cliente deposita nele o anelo de fazer do seu momento, um conto de fábulas, que se perpetuará no tempo e espaço



Ser fotógrafo é ser um guerreiro, no qual dribla os embates do cotidiano, da concorrência acirrada, da mesquinharia que impera o meio fotográfico, simplesmente movido por pura paixão e ardor pela arte



Ser fotógrafo é tudo isso e muito mais, é empunhar uma câmera nas mãos, uma ideia na cabeça e registrar aquilo que fará história, onde cada registro é único, cada momento, ímpar, e cada experiência um aprendizado de vida, onde o dinheiro jamais poderá pagar.


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de Paulo Cheng. Dom. 04/09/16
O Desejo



Desejo, vontade incontida, sentimento represado, querer aprisionado.



Desejar é sonhar, fantasiar, imaginar, criar expectativas sobre algo, sem saber se vai se materializar.



Desejo você, menina, garota, mulher, fêmea sedutora, carente, necessirada de carícias, toques, calor, contato.



Desejo seu toque, sensível, delicado, em contato com a minha pele, química perfeita, troca de energia, fluidos de desejo.



Desejo sua pele, branca, limpa, quente, poder deslizar meus lábios, devagar, sentindo seu calor, temperatura subindo, desejos esquentando, coração acelerando.



Desejo sua face, olhar penetrante, misterioso; bochechas, suaves, macias, prontas para serem levemente mordidas; sua boca, lábios molhados, carnudos, adocicados, poder encostá-los nos meus, colocar sua boca dentro da minha, sentir seu beijo, língua, saliva, beijo quente, gostoso, frenético, beijo de mulher.



Desejo seu corpo, te abraçar, te sentir, seu tronco grudado no meu, suas belas e grossas pernas entrelaçadas nas minhas, corpos unidos, sentindo um ao outro, compartilhamento de energia, homem e mulher, dois corpos agarrados, um desejo em comum, de sentir um ao outro, desejos explodindo de pura paixão.



Desejo você, da cabeça aos pés, fêmea sedutora, mulher carente, clamando por carinho, carícias, beijos, contato, toques, abraços, carência de calor masculino, de homem supridor, de um beijo quente, de um olhar de amor.



Te desejo, te quero, te anelo, meu doce, meu anjo lindo, minha garota manhosa, voz dengosa, carente de amor.



Texto dedicado à minha esposa Michel Cheng



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de Paulo Cheng. Dom. 28/08/16
Estou Envelhecendo...



O tempo é inflexível,  sagaz, se esvai suave e sorrateiramente, e com ele, também o acompanhamos, a vida segue por trilhos implacáveis, possui ciclos ininterruptos, começo, meio e fim. Espantados assistimos de camarote o espetáculo da vida se diluir diante os nossos olhos, e presenciamos perplexos as cortinas se fechando e o sol da existência se pondo lentamente, estou envelhecendo...



Percebo que minha juventude se despede lenta e gradativamente de mim, sinto o início tímido, porém irreversível de cabelos brancos em mim, e isso denuncia que, cada um deles é sinônimo de senilidade, e antônimo de jovialidade, as poucas rugas em meu rosto, rosto relativamente jovem de 44 anos, iniciam um processo inconversível de cansaço e degradação dermatológica, estou envelhecendo...



As corridas e pedaladas matinais continuam prazerosas, não obstante, sinto que necessito de mais oxigênio para repor o fôlego, e a minha compleição física já dá sinais naturais de desgaste onde, com o passar do tempo, mesmo mantendo a frequência dos exercícios físicos, a carcaça vai mirrando e perdendo suas potencialidades motoras, me impossibilitando, gradualmente, de perpetuar um dos meus maiores prazeres, correr, estou envelhecendo...



Noto que as mudanças na sociedade, as tendências, e os direcionamentos que a juventude têm trilhado, destoam diametralmente do que sempre cri e preservei como estilo de vida, as tendências musicais e bandas já não são as mesmas, a forma de interação, através de mídias sociais frias e impessoais me soam inumanas e estranhas, no qual uma boa conversa pessoal, e os encontros presenciais já não fazem a cabeça da moçada, porém eu insisto em perpetuá-las, estou envelhecendo...



Hoje eu enxergo o mundo por um prisma diferente de quando tinha vinte e poucos anos, espontaneamente procuro ser mais comedido, mais racional e menos impulsivo, tento pensar antes de reagir, e os arroubos juvenis já não tomam a dianteira em quaisquer situações no qual estou imerso, o peso dos anos vão, aos poucos, moldando e aparando algumas arestas rebeldes, e o tempo vai nos legando razão e maturidade, estou envelhecendo...



Sim, estou envelhecendo e, pouco a pouco me despeço de minha juventude, e não há elixir da eterna juventude nem medicina, por mais avançada que seja, que estacione o tempo de meu relógio biológico e cronológico, e o que me espera pela frente me causa temor, será uma fase onde cada célula de meu corpo se degradará, e meu corpo, assim como minhas potencialidades motrizes, serão seriamente comprometidas. Contudo, há um lugar onde eu jamais envelhecerei, somente se eu permitir, que é no espírito, e mesmo que o meu corpo não mais responda aos estímulos sensoriais de forma satisfatória, mesmo que o meu cabelo se torne mais alvo que a neve, e as rugas superabundem a minha face, meu espírito poderá manter a jovialidade, a intrepidez e o ímpeto inerente aos jovens, sim, estou envelhecendo, mas tentarei permanecer jovem, forever young in my soul.


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de Paulo Cheng. Dom. 20/08/16
Interação Cibernética e a Idiotização do Ser Humano 

O ser humano é complexo, sua capacidade de raciocínio e pensamentos são, paradoxalmente, sublimes e grotescas, pois oscilas entre o brilhantismo e a obscuridade. Foi através de mentes brilhantes e pensantes que os maiores avanços, tanto tecnológico, literário, artístico e humano foram concebidos, através dos séculos, e todas as benesses que adquirimos hoje, provêm de pessoas que usaram sua intelectualidade de forma sadia e produtiva, e devemos isso primordialmente á Deus, que nos legou essa engenhosidade criativa que é o nosso cérebro.

Assim dito, vejo que, por mais que se exalte essa função geniosa que é a nossa intelectualidade, infelizmente tal atributo tem sido pouco ou equivocadamente usado hoje em dia. Os acontecimentos nos quais permeiam as sociedades provêm, antes de tudo, da compreensão e leitura que é feita por nossas mente, pois, é de acordo com o que pensamos e interpretamos que damos vazão ás nossas ações comissivas, assim todos os feitos e acontecimentos no qual o mundo vivencia ou vivenciou, antes foram moldados em nossas mentes.

Vejo hoje uma geração no qual despreza o que temos de mais precioso que é a arte nobilíssima de pensar, e os conceitos nos quais as sociedades estão embasadas partem de pressuposto de que, as pessoas hoje ignoram totalmente um pensar consciente, pois o que vemos é uma banalização e relativização dos bons costumes, da moral, da ética, e de conceitos no qual exaltem o humanismo de forma nobre. Um dos exemplos no qual me faz afirmar que já estamos caminhando para uma geração de idiotização coletiva são as redes sociais, quando mal usadas, e jogos como Pokemon Go que, rapidamente vira febre, e leva consigo um monte de jovens que desprezam totalmente suas capacidades intelectuais e se tornam fantoches de um mecanismo no qual usa o ser humano como ser anencefálico e manipulável, o tornando um verdadeiro idiota, e o pior é que essa leva de gente manipulável e estupidificada cresce vertiginosamente, envergonhando explicitamente não somente a condição de ser humano como os pensadores e intelectuais que os precederam.

Hoje os tempos são outros, a tecnologia, os conceitos, a virtualidade nos relacionamentos têm afetado, de forma nociva, o modo de agir e pensar das gerações atuais, e com isso a qualidade de pensamento e estilo de vida têm sido comprometido substancialmente. Os jovens de hoje vivem uma realidade no qual, a virtualidade os domina de tal forma que, a esmagadora maioria deles se desliga do mundo real e imergem em um mundo de fantasias e irrealidades, desprezando suas capacidades intelectuais e se tornando fantoches de coisas superficiais, e tal comportamento os desumaniza ao ponto de se tornarem seres irracionais, isento de opinião e conceitos próprios.

Não sei para aonde estamos caminhando, contudo, não sendo pessimista, mas realista, vejo um futuro obscuro para a humanidade, no que depender desta e das próximas gerações que se formarão sob os conceitos deturpados nos quais moldam a juventude de hoje, não obstante, cabe a nós, os da velha geração, fazer ecoar as nossas vozes, altissonantes, e mesmo cansadas e roucas, para tentar acordar essa moçada sonolenta e dopada pelos efeitos psicotrópicos e anestesiantes da banalidade e superficialidade de um mundo globalizado e cibernético no qual vivemos.



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de Paulo Cheng. Dom. 31/07/16

Abominações Nossas De Cada Dia



A vida é um belo mosaico de contrastes, antagonismos, antônimos, e no nosso cotidiano vivenciamos inúmeras experiências distintas, nos alegramos com as coisas bacanas que nos acontecem, elas nos revigoram e nos incentivam a viver mais, contudo, há coisas desagradáveis, abomináveis, que teimam em nos deixar emburrados e estragarem o nosso dia, e a lista é infinda:



Verba destinada á merenda de crianças sendo depositada em paraísos fiscais na Suíça;



Um monte de barbudos caçando Pokemon Go ao invés de estarem caçando lindas garotas solitárias;



Televangelista disponibilizando sua conta bancária e prometendo milagres á granel;



Feriado nacional em pleno domingo de descanço;



Cotas para negros em universidades, acentuando mais ainda as diferenças raciais;



Irmão da Assembleia de Deus sendo disciplinada por ouvir “música do mundo”;



Reality shows em TV aberta;



Marmanjo que veste camisa de clube de futebol e vai para o estádio brigar;



Cartão de visita de pastor evangélico com mais de 25 títulos;



Pobre comendo sardinha e arrotando caviar;



Jovens que trocam um bom papo ou telefonema para se esconderem atrás dos teclados do zapzap;



Eleitores que votam no candidato errado, e depois saem às ruas batendo panelas;



Países de primeiro mundo abrindo suas fronteiras de forma indiscriminada e depois chorando os atentados terroristas em suas cidades;



Programação de domingo da televisão brasileira;



Tratamento distinto em igrejas de acordo com status financeiro e social;

Sertanejo universotário e funk carioca como produtos de importação tipo made in Brazil;

Piadas racistas em redes sociais;

“voçê”, grafado assim mesmo com cedilha;

Brasileiro desempregado e passando crise financeira e brincando carnaval.

Preconceito de cor no Brasil, um país miscigenado e com fortes raízes africanas.

Bem, a lista de coisas abomináveis é imensa, mas creio que, mesmo com tantas mazelas e coisas desagradáveis, a lista de coisas louváveis é bem maior, e viver sempre valerá à pena.



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de Paulo Cheng. Dom. 31/07/16
O Lado Bastardo da Riqueza



Ser rico, ganhar muito dinheiro, trabalhar exaustivamente até engordar as contas bancárias, fazer aplicações, comprar e negociar terrenos, ganhar na mega sena acumulada, enfim, o anelo de enricar e ter muito dinheiro são algo que permeia o imaginário do ser humano e, por conseguinte, sanar todas as vicissitudes materiais, ter uma vida confortável, e viver nababescamente.



Aliado a esse sonho inconsciente de vencer na vida e ter muita grana, as sociedades, de forma explícita, promovem uma manipulação intelectual massificando insuflando nas pessoas o ideal de que o consumo precisa ser retroalimentado de forma irrefreável. A mídia, a TV, a internet, os comerciais, conspiram para fazer de nós consumidores insaciáveis, e nesse rolo compressor de manipulação intelectual, somos levados a crer que a riqueza financeira é a saída mais almejada para todos dissipar os nossos problemas, assim como um caminho para a realização pessoal.



O conceito de riqueza que a sociedade nos passa é algo que beira o paradoxo, pois, ser rico, ter milhões e milhões em uma conta bancária, não padecer de necessidades materiais, ter acesso aos melhores médicos, vestir as melhores grifes, consumir os melhores cardápios, nos faz pensar que, tudo isso em si é a realização máxima pessoal de cada um, e que a felicidade se fará presente quando atingirmos esse patamar de vida, contudo, creio que, a verdadeira riqueza não consiste em ter muito dinheiro, ter empresas, bens materiais, e afirmando isso, não quero dizer que ter bens, ter dinheiro a rodo, seja algo ruim, execrável, mas o valor superdimensionado a tudo isso, e achar que ser feliz é sinônimo de riqueza, isso sim é um equivoco e um erro crasso. 



Existem muitos milionários que moram em mansões, coberturas, palácios, e não conseguem deitar a cabeça no travesseiro e ter um sono tranquilo, devido ao tormento de serem assaltados, de perderem seus bens, serem sequestrados, além de o dinheiro não poder comprar tudo, como amigos fieis, felicidade, saúde e paz. Porém, há pessoas que sobrevivem com um salário mínimo mensal, passam necessidades materiais, sofrem todas as manhãs em ônibus lotado, mas são felizes, conseguem extrair simplicidade e singeleza da vida, sem ao menos atribuir felicidade ao dinheiro.



Para concluir este texto, quero dizer que, mesmo não tendo carros importados, roupas de grifes, inúmeros zeros em nossa conta bancária, sim, somos ricos, eu e você somos ricos, pois, se gozamos de boa saúde, se temos ao menos com que nos vestir, se há água potável em nossas torneiras, se fazemos três refeições por dia no mínimo, se temos pessoas que nos amam ao nosso redor, se gozamos de amizades fieis e saudáveis, sim, somos ricos, e muito ricos, e esse é o lado da verdadeira riqueza que as sociedades desconhecem, e que está ao nosso lado e não percebemos, sim, eu e você somos ricos.



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de Paulo Cheng. Dom. 24/07/16
Volúpia




Volúpia, é desejo incontido, aprisionado, enclausurado, que, como uma erupção vulcânica, entra em ebulição e irrompe, dando vasão aos extintos mais viscerais que superabundam o âmago do nosso ser. A volúpia está insuflada de forma melíflua em nosso ser, e acessível ao mais simples toque ou visão.



Volúpia, são os lábios que, molhados, desejosos e ardentes, tocam, acaricia e mordem o outro, delicada e selvagemente, suscitando desejos irrefreados, pensamentos libidinosos e sensações ardentes.



Volúpia, são as mãos que apalpam, deslizam, apertam, e que, pelo tato, sente o proibido, desnuda o censurado; com as mãos se transmite prazer, desejos e sentimentos em profusão, elevando os níveis de testosterona e progesterona, fazendo os pensamentos transcenderem para outra dimensão, a dimensão do puro prazer.



Volúpia, são os olhos que, transmitindo cobiça, hipnotizam e captam os detalhes diminutos, perscrutando as nuances do corpo, suscitando pensamentos vis; são os olhos que revelam o tesão, que denunciam a vontade, e que precede a cúpula.



Volúpia, são as pernas que, num gingado sincopado, afloram curvas sensuais, num vai e vem sexy, em pura sincronia e perfeita harmonia com o quadris e a pélvis, um conjunto lúbrico, erótico, afrodisíaco.



Volúpia, são dois corpos desnudos, em perfeita consonância, falando a mesma língua, cantando a mesma canção, dançando a mesma dança; dois seres apaixonados, enamorados, inflamados, onde o amor, a paixão, o ardor e a excitação são responsáveis pelos sentimentos mais calorosos e prazerosos que podemos sentir um pelo outro, em prol de uma finalidade mútua e consensual: o gozo perfeito.




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de Paulo Cheng. Dom. 17/07/16
Pensamentos Chenguianos ao Acaso (p. 3)



Somos antíteses, agimos de forma paradoxal, flutuamos entre binômios, claudicamos entre o sim e o não; somos impelidos pelas circunstâncias a proceder de forma extremada, ora com delicadeza, ora com ignorância, as nossas palavras, ora destila amor, ora rancor, e as nossas intenções, oscilam entre a admiração e a indiferença, assim é tecido a nossa personalidade que, entre sentimentos difusos e pensamentos profusos, não passamos de seres humanos. 



Fenecer, definhar, arrefecer, sucumbir, perecer, fenecer, expirar, morrer, a única certeza inflexível que temos na vida é o nosso fim inexorável, a morte, e o hiato entre nascer e morrer é tênue, no qual denominamos vida, ela é efêmera e fugaz, se esvai em fração de segundos, e cabe á nós vivê-la em sua plenitude e integralidade, lançando mão de seus valores mais nobres e sublimes, onde o amor e o respeito ao próximo devem nortear quaisquer ações que pratiquemos.



Quero mais cenas crepusculares, abraços mais apertados, e beijos mais prolongados, quero a canção que remeta ao passado, vinhos mais gelados, e despedidas menos enternecedoras, quero cenhos menos franzidos, sorrisos mais largos, e a certeza de que a vida sempre valerá à pena, apesar de suas vicissitudes e contingências. 



Que os ventos tragam boas novas, que as amizades sejam sinceras, que o vinho alegre as nossas almas, e que a leitura seja constante, que as manhãs nos tragam pores do sol fascinantes, que os solos de guitarras sejam arrebatadores, que a arte sature os nossos corações, e que as orações sejam de pronto atendidas.



Há momentos no qual se requer um stop introspectivo para encararmos o canalha interior que há em cada um de nós, de deixarmos de sermos hipócritas, sempre apontando os defeitos alheios, e varrendo para debaixo do tapete nossas imperfeições e azedumes. 



Não adianta criarmos fossos para afastarmos as pessoas, nem nos escondermos atrás de teclados e redes sociais para evitar um contato pessoal, as relações interpessoais para serem sadias e duradouras, requerem um preço, abnegação, tempo e um coração aberto; é uma via de mão dupla, dar e receber, só cobrar ou só doar redundará em parasitismo.



É nos momentos de stop introspectivo que direcionamos o nosso olhar para o nosso interior e redimensionamos o foco de nossas vidas para as prioridades mais latentes. Não há vitória sem labuta, nem pódio sem suor, cada conquista almejada ou troféu que içamos vem carregado de esforço, batalhas, decepções e lágrimas, não há outro caminho para alcançarmos os nossos ideais. 



Procuramos o sentido da vida no dinheiro, carreira profissional, religião, status, família e amigos, contudo, a grande sacada da vida é simples: viver, um dia de cada vez, aproveitar cada oportunidade como se fosse a última, amar com a fome de um canibal ao devorar a presa, e fazer do presente como se durasse a eternidade.




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de Paulo Cheng. Dom. 10/07/16
Vivendo Sob as Luzes da Ribalta


Estamos inseridos em sociedades, comunidades, culturas, interagimos, participamos, nos doamos de várias formas para que a vida em comunidade alavanque o senso de pertencimento. Somos seres sociáveis, gostamos e necessitamos viver em tribos, isso faz de nós pessoas civilizadas, urbanas.



Contudo, viver socialmente não é tarefa das mais fáceis, requer bom senso, habilidade e muita maturidade. As pessoas são distintas, têm cabeças e pensamentos diferentes, que destoam uma das outras, cada pessoa é uma ilha. E agir de forma madura em meio a pessoas de diferentes índoles, culturas, sentimentos, configura uma arte nobre de sobrevivência, na qual a grande maioria ainda não adquiriu.



Mesmo necessitando das pessoas, há um grande erro no qual nós, seres humanos, cometemos com frequência, é gravitar em torno do que os outros pensam e dizem de nós. Muitas vezes somos reféns de convenções e direcionamentos que as sociedades nos impõem como regra basilar de viver. Muitos vivem mendigando carinho, atenção e afeto dos outros, como se deles dependesse para sobreviver. As redes sociais na internet é um bom exemplo disso, no qual muitos, como forma de driblar a solidão e o vazio existencial, passam horas a fio por dia postando fotos e postagens como forma de atrair um pouco de atenção ou simplesmente se exibindo, ávidos por elogios e aplausos, como forma de aceitação.



Viver sob os holofotes sociais, sempre insaciáveis por migalhas de afeição, nos torna pessoas inseguras, fracas e sempre dependentes, pois, no dia em que as luzes da ribalta arrefecerem, e os aplausos silenciarem, e os tapinhas nas costas cessarem, e os risos calarem, nos condenarão a nos tornarmos náufragos em uma ilha deserta, eremitas em um castelo solitário, caminhantes errantes em uma estrada sem fim.



Vivamos sem querer ser os atores principais no script da vida, de tentarmos ser os coitadinhos mendigando atenção dos outros, e sempre tentando atrair a atenção dos outros; se doar sem esperar a contrapartida do retorno é uma ferramenta emocional que nos livrará de decepções, pois lidar com sentimentos humanos é algo complexo, e nem sempre as pessoas estarão prontas para suprir as nossas carências emocionais. Viver é uma aventura sinuosa, não obstante, deleitosa.

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de Paulo Cheng. Dom. 26/06/16
Admirável Mundo Novo



Século XXI, tempos modernos, globalização, internet, trem bala, smartphones, whatsapp, e por aí vai, os valores e avanços mudam e evoluem numa velocidade absurda, tornando obsoletos tecnologias e ferramentas a cada instante, e o fluxo de informações nos sobrevêm num turbilhão avassalador, e vamos tentando nos adaptar a cada novidade que surge em cada esquina, pois o mundo não para. 



Há décadas atrás as sociedades viviam em um ritmo não muito veloz, onde as tecnologias estavam surgindo, onde as relações interpessoais ainda eram mantidas na base dos encontros presenciais, onde as conversas ainda não eram substituidas por trocas de mensagens virtuais, e onde o mundo ainda era considerado grande, imenso, e, de certa forma, a ser descoberto. 



A velocidade no qual as transformações que ocorrem no mundo são assombrosas, e a avalancha de informações nos atordoam, e diante de tantas mudanças ininterruptas e constantes, nos sentimos até um pouco desconectados, pois, o que hoje está em voga, amanhã já será retrógrado, e as novidades que estão sendo lançadas, já nascem fadadas ao envelhecimento precoce, sem mesmo enraizar. 



Penso nos dias de hoje, e tento imaginar como será as próximas décadas e sinto um frio na barriga, e um sentimento nostálgico me invade abruptamente, pois creio que, com o passar do tempo, o modo como as pessoas verão uns aos outros será afetado sobremaneira. Hoje, paradoxalmente, as redes sociais unem e afastam as pessoas, sim, estamos conectados 24 horas por dia, online, contudo, nos afastamos uns dos outros presencialmente, e a tendência é esta particularidade se acirrar. A pobreza afetará mais as pessoas, e o fosso que separa ricos e pobres só crescerá. O ódio étnico-religioso recrudescerá, sendo o motivo de guerras e rusgas entre nações. A falta de amor esfriará o coração das pessoas, e a dor e miséria alheia não causará mais espanto e indignação, o que levará a um egoísmo exacerbado, cada um só pensará em si, e a indigência do próximo só será um mero detalhe no mecanismo que rege as sociedades. 



Me sinto perplexo com as mudanças que estamos enfrentando hoje, e temor pelo que virá no porvir, contudo, tentarei não perder o senso da normalidade, nem muito menos a minha alma pelos valores que o mundo tem disseminado. Aonde vamos parar? Não sei, contudo, caminharemos numa estrada escura e sem rumo aparente.


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de Paulo Cheng. Dom. 05/06/16
No País do Futuro



Desde pequeno ouço um dito popular no qual enfatiza que “o Brasil é o país do futuro”, e que o gigante um dia despertaria do sono e assumiria seu papel de direito ante as nações que dominam o chamado “Primeiro Mundo”. Mesmo com alguma melhoria dos anos 90 pra cá, ainda estamos longe de atingirmos um status de um país equilibrado e que funciona a contento, o tal “país do futuro” ainda está estacionado num passado medieval.



O Brasil é um país com recursos naturais invejáveis a qualquer país do mundo, também o seu clima tropical, isento de catástrofes naturais como abalos sísmicos, tufões, frio intenso, colabora para que esta terra seja bem conceituada no que tange a um lugar agradável para se viver. Não obstante, as desigualdades sociais são absurdamente gritantes, e um abismo intransponível separa uma pequena casta detentora de riquezas, de uma grande massa assalariada e com milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, vivendo de forma subumana e perambulando pelas ruas, lixões e monturos buscando sobreviver.



A nação brasileira, desde o seu surgimento, com os portugueses e sua colonização, introduzindo seus costumes e afanando as nossas riquezas, lançaram as sementes que germinaram a corrupção, a desonestidade, o jeitinho e demais atributos que conspiram contra os bons costumes. A corrupção que, como um câncer em metástase corrói a nossa nação, não é de hoje, e sim de séculos atrás, e está arraigado no DNA da nação. Mudar um país onde a desonestidade e o egoísmo estão em cada molécula de ar que respiramos é uma tarefa hercúlea, contudo digo que, mesmo tendo recursos naturais em abundância, possuindo uma moeda forte, e assumindo um patamar de país emergente e partícipe dos BRIC’s, estamos a anos luz de sermos um país de Primeiro Mundo.



Sim, não são só riquezas e uma moeda forte que faz um país alçar o status de Primeiro Mundo, e só atingiremos este patamar quando a nossa consciência mudar visceralmente; quando todos nós começarmos a respeitar os nossos velhos; quando formos civilizados no trânsito; quando considerarmos os nossos professores nossos segundos pais; quando fizermos da educação e conhecimento nosso trampolim para uma vida melhor; quando recebermos o troco a mais e a nossa consciência nos constranger a devolvermos o excedente que não é nosso; quando tratarmos as nossas crianças e idosos com o maior respeito; quando dar o nosso assento no ônibus a um idoso ou grávida não ser considerado obrigação e sim prazer; quando a leitura e o conhecimento nos deixarmos mais criteriosos no que tange a selecionarmos os programas de TV, músicas e filmes; quando a arte se tornar nossa amiga íntima e fizermos da literatura, cinema, teatro, nossos hobbys constantes; quando o amor ao trabalho suplantar o desejo de gozarmos feriados e feriadões; quando assumirmos tal patamar de consciência intelectual, emocional, educacional e cultural, adentraremos em um outro nível, não só social, mas econômico, cultural e ético-moral, não obstante, sem querer ser pessimista, mas realista, se tais sementes começarem a ser plantadas agora, será necessário duas ou três gerações, no mínimo, para começarmos a colher os frutos, aí sim poderemos vaticinar de forma altissonante: “ o Brasil é o país do futuro”.


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de Paulo Cheng. Dom. 05/06/16
Meus Muitos “Eus”


Como definir uma pessoa? Por uma conversa? Uma atitude? Um comentário alheio? Como definir uma pessoa? Os seres humanos são complexos, e possuímos sentimentos que brotam do âmago de nosso ser que nos fazem tomar atitudes e agirmos de forma tão distinta em determinados momentos que, é difícil definir com palavras o caráter de uma pessoa.



Somos um emaranhado de sentimentos difusos e antagônicos que nos tornam bons e ruins, sentimentais e brutos, afáveis e insensíveis, e por mais que queiramos agir de maneira branda em alguns momentos, há variáveis internas e externas que nos forçam a agirmos e tomarmos atitudes muitas vezes nobres ou inconsequentes.



Falando na primeira pessoa, não consigo me definir como sendo uma pessoa sensata ou equilibrada, pois, em dado momento, tal sensatez e equilíbrio me foge e ajo de forma totalmente oposta. Sou um amontoado de emoções que tentam coabitar e coexistir de forma pacífica e harmônica, mas nem sempre esta convivência se torna amigável, como frisei acima, variáveis internas e externas tomam as rédeas e assumem a situação.



Em meu eu habita a bondade e a maldade, a sensatez e o disparate, o bom senso e o descontrole, a serenidade e a ira. Consigo amar alguns, e desprezar a outros, sou altruísta com alguns, e insensível com outros; sou bipolar? Não. Sou inconstante? Também não. As nossas emoções são voláteis, na maior parte do tempo mantemos a serenidade, contudo, há momentos no qual agimos de uma forma que nos assombram tais atitudes, não porque somos instáveis emocionalmente, mas justamente porque as nossas emoções agem numa gama de possibilidades e nos mostram o quão complexo somos, e nessa complexidade está a profundidade sentimental e emocional no qual fomos criados, caso agíssemos sempre com serenidade em todas as circunstâncias, com certeza não seríamos seres humanos, e sim robôs programados para não sentir emoções complexas.



Dentro de mim habitam muitos ‘eus’, ora sou legal, ora birrento, ora sou compreensivo, ora sou intolerante, e nessa gama de emoções antagônicas e difusas, tento manter a sobriedade e usar cada emoção com certo nível de controle e coerência, o que muitas vezes não funciona. Quem nunca saltou de alegria e bradou um grito altissonante de júbilo deixando todos atônitos ao seu redor? E quem nunca teve um dia de fúria, no qual deixou extravasar toda a sua insatisfação e descontentamento? Sim, somos um conglomerado de ‘eus’ dentro de um só eu, e nesse misto de emoções e sentimentos divergentes e paradoxais, somos no final de tudo uma pessoa, dentro de várias pessoas.





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de Paulo Cheng. Dom. 22/05/16
A Senda Para a Vitória (perdendo a alma)



Vivemos em tempos distintos, a globalização, o advento da internet, as redes sociais, e urge a necessidade das gerações se adaptarem aos novos tempos, seja em quais áreas forem. Nos dias atuais, a competição por um lugar ao sol é acirrada, exige-se que cada um dê o máximo de si, e se esse máximo não for o suficiente, ele será suplantado pelo seu par, é cada um por si, e Deus por todos, como diria certo adágio popular.



Desde os tempos mais primitivos nas sociedades, o homem tem a necessidade de se sobressair de forma altaneira sobre os seus pares para que ganhe notoriedade, espaço, e consiga com isso alçar um lugar melhor e de prestígio em tal comunidade, e esta necessidade, que Darwin rotulou de seleção natural, no qual os mais aptos iriam sobrepujando aos menos aptos, e com isso sobreviverem, tem feito das sociedades um verdadeiro ringue, um campo de batalha onde o nosso pretenso oponente é o nosso próximo.



Lutar, se preparar, cair em campo em prol de seus objetivos, é algo saudável, e nos move a extrair o melhor de nós para que atinjamos os nossos objetivos, até aí tudo bem, mas infelizmente essa lógica tem se tornado inclemente, e alguns valores têm sido invertidos, e o que seria um embate saudável, tem se tornado um verdadeiro rinque de batalha onde levamos às últimas consequências o objetivo de nos tornarmos os melhores, mesmo que isso signifique aniquilar as pessoas por meios sórdidos e covardes.



Trair, mentir, dissimular, enganar, e toda a sorte de desvios ético-morais fazem parte das ferramentas que alguns lançam mão para atingir seus objetivos profissionais, acadêmicos, relacionais e etc. e nesse afã de subirmos ao pódio, de galgarmos degraus, e sermos 'vencedores', nos desvencilhamos de nossa humanidade e vendemos a nossa alma, nos tornando assim seres desalmados, subumanos e luciferianos.



Vencer não significa desbancar o nosso semelhante, nem jogarmos com armas desleais, mas fazermos o nosso melhor, agindo com tenacidade, honestidade e lisura. Não adianta deitarmos as nossas cabeças no travesseiro se não teremos paz, sabendo que trapaceamos e agimos perfidamente contra o nosso próximo, se fomos realmente bons no que fazemos, sempre haverá uma porta que se abrirá, e sempre o sol brilhará sob nós se a nossa índole não depõe contra nós. Por isso, não adianta sermos o number one se chegarmos lá desalmados e com as mãos maculadas com o sangue de nossos semelhantes, será uma vitória inglória.



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de Paulo Cheng. Dom. 08/05/16

Não Sendo Nós Mesmos



Viver em sociedades requer alguns artifícios para que possamos travar uma convivência no mínimo amistosa. Relacionamentos são complicados, como diz um ditado popular: “cada cabeça é um mundo diferente”, e tenho que concordar com esta sentença, cada pessoa tem uma opinião distinta, uma visão particular, um conceito formado, um temperamento singular, sendo assim, o mundo é um mosaico de pessoas diferentes, com culturas diversas, com opiniões divergentes e o que cabe a todos nós é encararmos tudo isso de forma plural.




Como no mundo mantemos contato com pessoas de diversas culturas, comportamentos, temperamentos e níveis distintos de educação e espiritualidade, por vezes, somos forçados a nos adequarmos às situações de acordo com o momento. Devido a essa complexidade em toda sua diversidade, nunca temos a liberdade de sermos ou agirmos como gostaríamos em determinados momentos, visto que, todas as nossas ações dependem tanto do momento quanto das pessoas ou situações no qual estamos envolvidos, essa de “eu sou eu mesmo em qualquer lugar” não se sustenta racionalmente falando, um dos exemplos mais óbvios seria o seguinte: quando estamos em casa, estamos totalmente à vontade, andamos praticamente seminu, cantamos no chuveiro, mesmo que sejamos desafinados e agimos com a maior naturalidade, porém, quando estamos em um ambiente de trabalho ou em público, todas as nossas ações mudam drasticamente e nos tornamos pessoas sérias, recatadas, tímidas e até monossilábicos.



O fato de adotarmos esse comportamento variável em determinadas situações eu encaro como uma forma de autodefesa e prudência que adotamos de forma inconsciente. Todo ser humano, pelo menos os que têm intactas as suas faculdades mentais, age naturalmente filtrando suas palavras e comportamentos mediante cada situação, pessoa ou ambiente, e isso é um dispositivo sadio e auto protetor que nos ajuda a nos relacionarmos com todas as pessoas, independente das situações no qual estamos envolvidos. Imaginem se, ao chegarmos no trabalho adotássemos um comportamento relapso e descontraído que adotamos em casa, e, se em casa, agíssemos como se estivesse no trabalho, de forma séria, sisuda e cheio se reservas, com certeza seria um fiasco total.



Esse tipo de comportamento situacional para algumas pessoas é visto como se a pessoa fosse inconsistente ou que tivesse ‘duas personalidades’, porém, agradeçamos a Deus por termos esses dispositivos em nosso intelecto pois, dessa forma, conseguimos conviver e manter contato com pessoas dos mais variados níveis de cultura, intelectualidade, temperamento e fator emocional, caso contrário, se quiséssemos agir sem critérios ou de acordo com o primeiro pensamento que viesse em nossa mente, não conseguiria imaginar o caos no qual as sociedades estariam com certeza os relacionamentos entrariam em colapso e o mundo, por mais insano que esteja, não restaria o mínimo de lucidez nas pessoas.



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de Paulo Cheng. Dom. 01/05/16

Desejos



Desejo me aprofundar na nobre área da fotografia, arte nobre, sublime, atemporal, que congela e fossiliza o presente, para que no futuro, o passado se torne tangível e real.






Desejo submergir na literatura, ler é algo que nos enobrece a alma, nos torna cultos, nos amplia horizontes, nos transporta para mundos, épocas, culturas e situações surreais de forma instantânea.



Desejo praticar esportes, correr, pedalar, exercitar meu corpo, de forma que ele seja explorado ao máximo de suas potencialidades, suprimir o sedentarismo, e fazer com que me sinta bem comigo mesmo.



Desejo explorar a escrita, escrever é algo sublime, majestoso, eterniza pensamentos, estados de espírito, traduzem nas letras nossos sentimentos em relação às pessoas e ao mundo que nos circunda, de forma que, a escrita perpetua no tempo e espaço o que eu sinto e penso aqui e agora.



Desejo refinar relacionamentos, entender as pessoas por outras perspectivas, esperando não somente virtudes, mas procurando entender defeitos, dando ao invés de esperar; quando não nutrimos expectativas exacerbadas no outro, as decepções não terão impactos cataclísmicos, superdimensionar as pessoas conspira para que os relacionamentos sejam superficiais.



Desejo ser mais amigo de Deus, entender mais a Jesus, sentir mais o Espírito Santo, viver intensamente o Evangelho não coaduna com uma vida religiosa piegas e forçada, Deus se relaciona de maneira simples e o seu amor é gratuito, incondicional, Ele nos ama e não cobra performances ou resultados, simplesmente Ele nos ama e nos acolhe. 



Desejo encarar a vida pelo um prisma diferente, não ortodoxo, e ver que ela é efêmera, fugaz, e que algumas prioridades que julguei importantes, na verdade são secundárias e que bens materiais e trabalho não são a nossa meta prioritária, mas meios para um fim.



Desejo imergir no oceano das artes, música, fotografia, pintura, literatura, e demais vertentes; a arte enriquece a nossa alma, refina o nosso olhar, enobrece o nosso espírito, e nos torna pessoas que enxerga o mundo com olhar singular.



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de Paulo Cheng. Dom. 24/04/16

Era Uma Vez a Boa Música...



Vozes subtonadas e com tom senil; calças super coladas delineando cada gordurinha localizada e pneuzinho, melodias simplórias, letras com a profundidade de uma xícara de cafezinho, e harmonias que até minha sobrinha de 4 anos comporia brincando de boneca. Eis que está desenhada a nova cena musical brasileira, sim, o sertanejo universotário, perdão, universitário e o forró eletrônico, ou estilizado, como queiram. 



Dizem que, cada geração tem o artista que merece, bem, qual geração seria a nossa? De quando éramos crianças? Adolescentes? Jovens? Ou a qual estamos inseridos? Concordo que, de uma geração pra outra, a diferença entre os artistas musicais são imensas, e cada época sentimos que, a geração subsequente perde um pouco a verve criativa e empobrece mais. Dos anos 60 para os 80 podemos dizer que foi descendente, já dos anos 90 para os dias de hoje, o empobrecimento musical brasileiro é notório, pra não dizer patético. 



O conceito de música boa e ruim pode ser relativo ou não, no entanto, se compararmos esses playboys metidos a caipiras sertanejos de hoje com os artistas da década de 80, como Cazuza, Herbert Viana, Renato Russo e outros, fica evidente que, essa geração pobre, sem criatividade e que fatura horrores em seus shows Brasil afora, tem fama, dinheiro, agenda lotada, mas carece de criatividade e bom gosto musical. 



Com o fim de uma geração que embalou os nossos ouvidos e sonhos nos anos 60, 70 e 80, infelizmente seremos reféns dessa nova geração de jovens ‘trans’viados que se dizem músicos, que com suas vozes desafinadas, suas letras patéticas e suas canções que só nos transmitem mensagens de bebedeiras em noite de sábado, traições e chororôs e amores platônicos que são superados numa mesa de botequim com uma boa garrafa de pinga, gente como Wesley Safadão, Calcinha Preta, Luan Santana, Cavaleiros do Forró, Eduardo Costa, Lucas Lucco, e outros “ícones” desta nova geração pobre e sem referências musicais, ainda atormentarão os ouvidos dos poucos cidadãos de bem desta nação e que ainda nutrem um pouco de bom senso no que tange à bom gosto musical.



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de Paulo Cheng. Dom. 10/04/16
Admirável Seculo 21 - (Distantes do Por do Sol)


Século XXI, o mundo cresceu, a população está na casa dos bilhões, a tecnologia deu saltos estratosféricos, as ciências se desenvolveram de forma surpreendente, as cidades se agigantaram e viraram megalópoles, o trânsito se tornou caótico, e nesse turbilhão de acontecimentos, vivemos a nossa vida de forma robótica, trabalho, estudos, cursos, internet; e nesse afã de nos enquadrarmos nos novos tempos, conceitos e prioridades, nossas vidas precisam se encaixar com os rumos que o mundo está tomando, viramos reféns do frenético estilo de vida desse admirável mundo novo.



Pra quem viveu há 40, 50, 60 anos atrás, ou mais, sabe que o estilo de vida era totalmente diferente, as prioridades eram outras, o mundo não era tão absurdamente louco e corrido como nos dias atuais, o estilo de vida era muito diferente, havia tempo para as pessoas se comunicarem, se encontrarem, se telefonarem, havia tempo para outras pessoas. Hoje, na medida em que o nosso cotidiano exige mais tempo e dedicação de cada um de nós, nos distanciamos mais e mais de coisas simples como, passear no fim de tarde para ver o por do sol, sair por aí com uma câmera para fotografar a natureza, sentar na calçada para conversar com os vizinhos, almoçar ou jantar com toda a família na mesa, coisas simples, que foram suprimidas pelo estilo de vida que consome não só o nosso tempo, mas a nossa qualidade de vida e prioridades humanistas.



Hoje, os jovens se matam de estudar para ter uma profissão que lhes assegurem um futuro estável, e as escolhas partem do pressuposto de que, a mais rentável será a profissão a ser escolhida. Diante da internet, nossa qualidade de relacionamento, paradoxalmente, melhorou e piorou, sim, ao mesmo tempo em que, na tela do computador, pelas redes sociais, podemos contatar com milhares de amigos, novos, antigos, e até de outros continentes, por outro lado, não os vemos pessoalmente, e não há mais necessidade de um telefonema, ou uma visita no fim de semana a casa de algum deles, tudo hoje se resume a duas palavras: praticidade e velocidade.



As nossas prioridades hoje em dia gravitam em torno do trabalho, de um futuro estável, de buscar conhecimento como ferramenta de melhores perspectivas profissionais, ou seja, giram em torno de nossa sobrevivência, e coisas simples como passear, encontrar com os amigos, admirar o belo, nos parecem desnecessárias e até perda de tempo; e assim prosseguimos a nossa trajetória sempre nos adequando com a demanda do estilo de vida que as sociedades e o mundo imprimem em nós, e com isso, o tempo vai passando e perdemos momentos preciosos com aquilo que não nos acrescenta deleite ou beleza, esse é o preço de vivermos nos dias de hoje.


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